Governo admite continuidade de auxílio emergencial com valor de apenas R$ 200

O secretário especial da Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues, reconheceu nesta sexta-feira (22) que o plano do governo é manter o auxílio emergencial, mas com valor inferior às três parcelas anunciadas inicialmente de R$ 600

Filas para recebimento do auxílio emergencial
Filas para recebimento do auxílio emergencial (Foto: Reprodução)
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247 - O secretário especial da Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues, reconheceu  nesta sexta-feira (22) que o plano do governo é manter o auxílio emergencial, mas com valor inferior às três parcelas anunciadas inicialmente de R$ 600. A ideia é usar o valor médio de pagamento do Bolsa Família, que é de R$ 200 ao mês. A informação é do portal UOL. 

"Dados os benefícios (do auxílio emergencial), tanto diretos como indiretos, o ministro (Paulo Guedes) chegou a comentar uma referência nesse caso que é o Bolsa Família, que tem um ticket médio de R$ 200 por mês", disse Rodrigues em entrevista à Globonews.

Nesta quinta-feira (21) o ministro da Economia, Paulo Guedes, já admitia que talvez fosse necessário prorrogar o auxílio emergencial para desempregados e autônomos. 

A avaliação do ministro demonstra que o governo Jair Bolsonaro continua sinalizando a falta de empatia para com a classe trabalhadora, que já sofre com o coronavírus, com os efeitos da PEC do Teto dos Gastos, que congela investimentos públicos por 20 anos, e com os cortes de direitos trabalhistas. Esses duas últimas medidas já haviam sido colocadas em prática bem antes do início da pandemia, ainda no governo Michel Temer e foram mantidas pela atual gestão. 

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