Governo Bolsonaro está dividido quanto ao teto de gastos

A Casa Civil, chefiada por Onyz Lorenzoni, e os militares pressionam para o governo Bolsonaro flexibilizar a regra do teto de gastos, aprovada no governo Temer, apoiado pela atual gestão e que congela investimentos por 20 anos. Antes de Bolsonaro ser eleito, o TCU alertou que o teto dos gastos pode levar à paralisia total da máquina pública em 2024

O Presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, durante cerimônia de posse aos presidentes dos bancos públicos.Foto Marcelo Camargo/Agência Brasil
O Presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, durante cerimônia de posse aos presidentes dos bancos públicos.Foto Marcelo Camargo/Agência Brasil (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

247 - A Casa Civil, chefiado por Onyz Lorenzoni, e os militares pressionam para que o governo Jair Bolsonaro flexibilize a regra do teto de gastos, aprovado no governo Michel Temer, apoiado pela atual gestão e que congela os investimentos públicos por 20 anos. De acordo com esta proposta em vigor, o investimento de um ano deve corresponder ao do ano anterior corrigido somente pela inflação. A equipe econômica atual quer abrir um espaço entre R$ 10 bilhões e R$ 20 bilhões

O problema do governo é que o teto de gastos apertado e o avanço das despesas obrigatórias (como o pagamento de salários e aposentadorias) reduzirão o espaço para investimentos em obras e programas do governo. 

Em junho de 2018, o Tribunal de Contas da União deu um alerta: a máquina pública terá dificuldades para operar nos próximos anos, culminando com a total paralisia no primeiro semestre de 2024. O teor do "sinal amarelo" emitido pelo TCU foi publicado pelo jornal Folha de S.Paulo

O ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, em uma das reuniões da JEO, afirmou que os congressistas apoiariam a mudança. Segundo o jornal O Estado de S.Paulo, ele negou a informação, mas defendeu a flexibilização do teto.

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