Governo deve alterar política de preços da Petrobrás

Ameaçado por uma eventual greve dos caminhoneiros, o governo Bolsonaro cogita reduzir a autonomia da diretoria de comercialização da Petrobrás para fixar seus preços. Na semana passada, Bolsonaro barrou um aumento de 5,7% nos preços do óleo diesel e as ações da estatal desabaram, reduzindo o valor de mercado da empresa em R$ 32 bilhões em um dia. Os reajustes também podem passar a ser feitos a cada quatro meses

Governo deve alterar política de preços da Petrobrás
Governo deve alterar política de preços da Petrobrás (Foto: REUTERS/Paulo Whitaker)

247 – "O governo estuda algumas propostas para resolver o impasse em torno da decisão do presidente Jair Bolsonaro mandar a Petrobrás suspender o reajuste dos preços do óleo diesel. Uma das propostas apresentadas ao presidente é a redução da margem de autonomia para a gerência de comercialização da companhia conceder o reajuste, que hoje varia de -7% a +7%, e a ampliação do número de pessoas a serem consultadas para alterar o preço dos combustíveis", informam as jornalistas Tânia Monteiro e Adriana Fernandes, em reportagem publicada no Estado de S. Paulo.

Está marcada para esta terça-feira, 16, uma reunião de Bolsonaro com a equipe econômica e representantes da Petrobrás para bater o martelo. 

"Está sendo avaliada uma nova metodologia para o reajuste dos preços de combustíveis", apontam as jornalistas. "Uma das ideias seria uma política de preços que levasse em conta uma média de quatro meses para cada reajuste mensal."  No governo da ex-presidente Dilma Rousseff, os prejuízos eram trimestrais.

 

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