Governo estuda impulsionar crédito para alimentar a economia

Segundo a agência Reuters, o governo brasileiro pode pressionar os bancos públicos a aumentar o crédito aos consumidores e empresas sem impactar nas contas públicas; após restringir o crédito e cortar os gastos no início do segundo mandato no ano passado, a presidente Dilma Rousseff agora trabalha para mudar o sentimento dos empresários e aumentar a confiança; "Queremos dar um sinal aos agentes econômicos de que vamos trabalhar para voltar à estabilidade, à normalidade", disse à Reuters uma autoridade governamental com conhecimento da estratégia econômica

Segundo a agência Reuters, o governo brasileiro pode pressionar os bancos públicos a aumentar o crédito aos consumidores e empresas sem impactar nas contas públicas; após restringir o crédito e cortar os gastos no início do segundo mandato no ano passado, a presidente Dilma Rousseff agora trabalha para mudar o sentimento dos empresários e aumentar a confiança; "Queremos dar um sinal aos agentes econômicos de que vamos trabalhar para voltar à estabilidade, à normalidade", disse à Reuters uma autoridade governamental com conhecimento da estratégia econômica
Segundo a agência Reuters, o governo brasileiro pode pressionar os bancos públicos a aumentar o crédito aos consumidores e empresas sem impactar nas contas públicas; após restringir o crédito e cortar os gastos no início do segundo mandato no ano passado, a presidente Dilma Rousseff agora trabalha para mudar o sentimento dos empresários e aumentar a confiança; "Queremos dar um sinal aos agentes econômicos de que vamos trabalhar para voltar à estabilidade, à normalidade", disse à Reuters uma autoridade governamental com conhecimento da estratégia econômica (Foto: Aquiles Lins)
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BRASÍLIA (Reuters) - O governo brasileiro pode pressionar os bancos públicos a usar bilhões de reais recentemente obtidos do governo para aumentar o crédito aos consumidores e empresas sem pressionar as contas públicas, disse à Reuters uma autoridade governamental com conhecimento da estratégia econômica.

A presidente Dilma Rousseff está analisando novas medidas de estímulos para retomar a economia que caminha para a pior recessão da história recente.

Após restringir o crédito e cortar os gastos no início do segundo mandato no ano passado, a presidente Dilma, cuja popularidade está perto das mínimas, agora trabalha para mudar o sentimento dos empresários e aumentar a confiança.

"O governo não pensa em inundar o mercado com crédito. Queremos dar um sinal aos agentes econômicos de que vamos trabalhar para voltar à estabilidade, à normalidade", disse a fonte, que pediu anonimato por não poder falar publicamente sobre as discussões.

Na semana passada, o governo pagou quase 57 bilhões de reais ao Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), além do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), em dívidas referentes às chamadas pedaladas fiscais realizadas no primeiro mandato da presidente Dilma.

"Parte do dinheiro das pedaladas pode ser utilizada para abrir novas linhas de credito com taxas de mercado", disse a fonte, acrescentando que o novo ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, continua analisando as medidas.

A perspectiva de novos estímulos gerou receios entre os investidores de que a presidente Dilma vai retomar as políticas expansionistas de seu primeiro mandato que levaram ao rombo nas contas públicas e à perda do grau de investimento do país.

Isso colocaria o governo em rota de colisão com o Banco Central, que vem sinalizando uma alta de juros em breve para conter a alta da inflação.

"O governo está dando mensagens conflitantes", disse o economista-sênior do banco de investimentos Haitong, Flavio Serrano. "É uma medida completamente contra a política monetária atual. É uma ação que vai na contramão do que estava sendo feito".

O BC sofre pressão crescente do PT para cortar a taxa básica de juros, atualmente em 14,25 por cento, entre as mais altas do mundo.

Assessores da presidência disseram à Reuters que o governo respeita a autonomia operacional do BC e não vai pressionar os diretores a manter os juros para evitar prejuízos à economia.

(Por Alonso Soto)

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