Guedes aposta em nova CPMF para aumentar receita e diz que sem flexibilização do teto, governo acaba

Em entrevista ao Valor Econômico, o ministro da Economia, Paulo Guedes, diz que o Imposto sobre Transações Financeiras (ITF), novo nome da velha CPMF, pode arrecadar até R$ 150 bilhões por ano, a depender da alíquota. Referindo-se à queda dos recursos para despesas discricionárias, Guedes diz que nesse ritmo, o governo Bolsonaro acaba

O ministro da Economia, Paulo Guedes
O ministro da Economia, Paulo Guedes (Foto: José Cruz/Agência Brasil)

247 - Em entrevista ao Valor Econômico, o ministro da Economia, Paulo Guedes, diz que o Imposto sobre Transações Financeiras (ITF), novo nome da velha CPMF, pode arrecadar até R$ 150 bilhões por ano, a depender da alíquota. 

Referindo-se à queda dos recursos para despesas discricionárias, Guedes diz que nesse ritmo, o governo Bolsonaro acaba. 

As declarações foram dadas em entrevista ao jornal Valor Econômico. "[O ITF] é feio, é chato, mas arrecadou bem e por isso durou 13 anos", afirma Guedes, referindo-se ao tempo de vigência da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF).   

Paulo Guedes falou sobre a proposta de Jair Bolsonaro sobre o teto de gastos, destacando que se não houver flexibilização o governo acaba: "O que o presidente disse foi que essa é uma questão matemática. Temos o teto e o piso e, a cada cinco minutos da nossa conversa aqui, o piso sobe 20 centímetros. É o que está acontecendo com o governo. Em 2015 tínhamos cerca de R$ 200 bilhões destinados às despesas discricionárias. Aí fomos para R$ 150 bilhões, depois R$ 130 bilhões e hoje temos R$ 100 bilhões. No ano que vem serão apenas R$ 89 bilhões e em dois anos teremos apenas R$ 50 bilhões para as despesas discricionárias. Aí acabou o governo".

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