Guedes diz que chamar imposto digital proposto por ele de nova CPMF é "maldade" ou "ignorância"

"Estamos estudando, e temos falado sobre isso o tempo inteiro e as pessoas inadequadamente, por maldade, por ignorância, falam que isso é nova CPMF”, disse o ministro da Economia, Paulo Guedes, sobre a criação de um imposto sobre transações digitais dentro da reforma tributária

O ministro da Economia, Paulo Guedes
O ministro da Economia, Paulo Guedes (Foto: REUTERS/Adriano Machado)
Siga o Brasil 247 no Google News Assine a Newsletter 247

Marcela Ayres, Reuters - O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta quarta-feira que o governo está estudando um imposto digital dentro da reforma tributária, que será apresentado num segundo momento, e defendeu em comissão do Congresso não tratar-se de uma nova CPMF.

“O imposto digital é uma coisa para nós conversarmos à frente, mas é claro que a economia é cada vez mais digital. Isso está sendo estudado na OCDE, nos países mais avançados. Netflix, Google, todo mundo vem aqui, o brasileiro usa os serviços, são muito bem recebidos, são belíssimas inovações tecnológicas”, afirmou.

“Agora nós não conseguimos ainda tributar corretamente e isso é uma peça importante que, sim, nós estamos estudando, e temos falado sobre isso o tempo inteiro e as pessoas inadequadamente, por maldade, por ignorância, falam que isso é nova CPMF. Mas não tem problema, o tempo é senhor da razão”, completou.

O ministro disse que os parlamentares vão avaliar à frente a base de incidência desse novo imposto e pontuou que a equipe econômica quer uma base ampla, embora não tenha dado detalhes a respeito.

“Não é o nosso assunto aqui na hora”, disse.

Após o relator da reforma, deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), ter avaliado que um novo imposto nos moldes da CPMF seria algo medieval, Guedes avaliou que ele teria cometido um “certo excesso”.

“Ele sugeriu que a Netflix e a Google já existiam na Idade Média”, afirmou. “Foi um exagero que ele cometeu talvez em resposta quando eu disse que o IVA era um imposto industrial da metade do século passado, o que também é verdade.”

A você que chegou até aqui, agradecemos muito por valorizar nosso conteúdo. Ao contrário da mídia corporativa, o Brasil 247 e a TV 247 se financiam por meio da sua própria comunidade de leitores e telespectadores. Você pode apoiar a TV 247 e o site Brasil 247 de diversas formas. Veja como:

• Cartão de crédito na plataforma Vindi: acesse este link

• Boleto ou transferência bancária: enviar email para [email protected]

• Seja membro no Youtube: acesse este link

• Transferência pelo Paypal: acesse este link

• Financiamento coletivo pelo Patreon: acesse este link

• Financiamento coletivo pelo Catarse: acesse este link

• Financiamento coletivo pelo Apoia-se: acesse este link

• Financiamento coletivo pelo Vakinha: acesse este link

Inscreva-se também na TV 247, siga-nos no Twitter, no Facebook e no Instagram. Conheça também nossa livraria, receba a nossa newsletter e ative o sininho vermelho para as notificações.

Comentários

Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247