“Guedes é guarda-chuva de camelô: não sobrevive ao primeiro temporal”, diz professor da FGV

“O temporal chegou, chegou com o nome de Covid-19 e com a necessidade do Bolsonaro de se reposicionar diante de uma perda muito grande de popularidade que ele vinha tendo”, disse à TV 247 o cientista político Cláudio Couto. Assista

Cláudio Couto e Paulo Guedes
Cláudio Couto e Paulo Guedes (Foto: Reprodução | ABr)
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247 - O cientista político e professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV) Cláudio Couto conversou com a TV 247 acerca da fritura do ministro da Economia, Paulo Guedes, e sua iminente ejeção do governo Jair Bolsonaro.

Cláudio Couto comparou Guedes a um “guarda-chuva de camelô” para afirmar que o ministro não tem sustentação no governo para enfrentar uma ofensiva contra si e ainda disse que o liberalismo de Guedes foi colocado de lado por Bolsonaro, que agora se volta a programas sociais com o objetivo de reerguer sua popularidade, já de olho na eleição presidencial de 2022. 

“Paulo Guedes é o guarda-chuva de camelô: não sobrevive ao primeiro temporal, e o temporal chegou, chegou com o nome de Covid-19 e suas consequências e com a necessidade do Bolsonaro de se reposicionar diante de uma perda muito grande de popularidade que ele vinha tendo até recentemente. Acho que dificilmente o Paulo Guedes sobrevive”. 

O professor disse ainda que qualquer pessoa que possa substituir Guedes adotando o mesmo plano liberal não deve conseguir satisfazer os desejos do mercado, ainda por conta do populismo assumido como bandeira agora por Bolsonaro. “A questão é saber: saindo o Paulo Guedes, para onde vai Bolsonaro? Se for uma solução ao estilo Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central, neto do economista Roberto Campos, que foi um membro do governo na ditadura militar, defendia do ponto de vista econômico o ultraliberalismo, e acredito que o Roberto Campos Neto trilhe esse mesmo caminho, para o mercado não faria muito diferença entre Paulo Guedes e Roberto Campos Neto. Roberto Campos Neto se vier a se tornar ministro da Economia, ou qualquer outro que tenha posições similares, vai ter carta branca para fazer o que o mercado espera? Acho pouco provável, considerando esse novo momento do Bolsonaro”.

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