Guedes entregará a Bolsonaro cabeça do aliado de Moro no Coaf

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou ser possível "uma cabeça rolar" no Coaf, presidido por Roberto Leonel, indicado para o comando do órgão por Sérgio Moro quando o conselho era vinculado à pasta da Justiça. Moro atuava com Leonel em Curitiba e pretendia criar uma super Lava Jato no País, mas a proposta esbarrou no caso Flávio-Queiroz

Jair Bolsonaro, Paulo Guedes e Sergio Moro
Jair Bolsonaro, Paulo Guedes e Sergio Moro (Foto: Alan Santos/PR | ABr)

247 - O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que ainda não decidiu se o presidente do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), Roberto Leonel, permanecerá na chefia do órgão. De acordo com o titular da pasta, é possível "uma cabeça rolar" no conselho que saiu recentemente do guarda-chuva do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro.

"Toda vez que tem uma aparente crise institucional, a solução é um avanço e um aperfeiçoamento institucional, não é só uma cabeça rolar. Uma cabeça rolar pode até acontecer, mas desde que haja um avanço institucional”, disse Guedes a jornalistas nesta quarta-feira (7).

Leonel foi indicado para o comando do Coaf por Moro quando o conselho ainda era vinculado ao Ministério da Justiça. Por decisão do Congresso Nacional, o Coaf retornou em maio à pasta da Economia.

O ministro atuava em dupla com Roberto Leonel durante a Operação Lava Jato em Curitiba: auditor fiscal e chefe do Escritório de Pesquisa e Investigação Fiscal da 9ª Região, era ele um super araponga a rastrear as contas e bens dos alvos de Moro, em seguida sentenciados pelo juiz.

O projeto de Moro era, em dupla com Leonel, criar uma super Lava Jato em âmbito nacional, mas a proposta esbarra no caso Flavio-Queiroz. Filho do presidente Jair Bolsonaro, o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) faz movimentações atípicas e milionárias identificadas pelo Coaf. 

Em um dos relatórios, o órgão identificou uma movimentação de R$ 1,2 milhão entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017 feita por Fabrício Queiroz, ex-assessor do parlamentar.

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