Guru de Alckmin quer privatizar Petrobras

O economista e empresário Roberto Giannetti da Fonseca, guru do governador Geraldo Alckmin, defendeu abertamente  a implementação rápida de uma agenda neoliberal em caso de eleição do tucano: "uma proposta de ampla reforma da Previdência nos primeiros meses de 2019, usando 'logo de cara' o capital político do novo governo. Transformação da Petrobras em uma 'corporação pura', com ações pulverizadas em Bolsa e mantendo 'golden share' nas mãos da União, no horizonte do próximo mandato presidencial", afirmou em entrevista

Guru de Alckmin quer privatizar Petrobras
Guru de Alckmin quer privatizar Petrobras

247 - Principal conselheiro econômico do governador Geraldo Alckmin, com quem tem reuniões semanais, o economista e e empresário Roberto Giannetti da Fonseca defendeu uma agenda neoliberal em caso de eleição do tucano.

Ele sugere uma proposta de ampla reforma da Previdência nos primeiros meses de 2019, usando "logo de cara" o capital político do novo governo, e a transformação da Petrobras em uma "corporação pura", com ações pulverizadas em Bolsa e mantendo "golden share" nas mãos da União, no horizonte do próximo mandato presidencial. 

"Obviamente há casos mais sensíveis e cada estatal de maior relevância merece ser tratada de forma específica. É o caso da Petrobras. A privatização da Eletrobras e de algumas subsidiárias importantes da Petrobras deve se constituir em fator imediato de alívio ao atual investimento público, bem como na possibilidade de geração de receitas extraordinárias para as contas públicas em 2018 e 2019", afirma.

Ele diz que a privatização da Petrobras "exigiria uma estratégia bem mais elaborada, de primeiro fortalecê-la financeiramente, com redução do endividamento, e depois consolidar um plano de governança interna para impedir casos de má gestão e de corrupção - pontos que a gestão do Pedro Parente já vem realizando com competência".

"Posteriormente, então, transformá-la numa corporação pura, com capital disseminado na Bolsa de Valores e 'golden share' perpétua em poder do governo brasileiro, de forma a impedir qualquer tentativa de algum investidor obter seu controle ou interferir na sua governança. Não podemos admitir que se repitam", completa.

As informações são de reportagem de Daniel Rittner no Valor

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