Ibovespa fecha em alta 0,7% e dólar cai a R$ 5,69

Reabertura das economias desenvolvidas foi o principal driver em sessão blindada das tensões políticas em Brasília

Ibovespa fecha em baixa no dia, mas avança 9,5% na semana e quebra série de perdas
Ibovespa fecha em baixa no dia, mas avança 9,5% na semana e quebra série de perdas (Foto: REUTERS/Amanda Perobelli)
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Infomoney - O Ibovespa fechou em alta nesta quarta-feira (20) seguindo a melhora do humor dos investidores no mercado internacional. Os índices Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq, das bolsas dos Estados Unidos, subiram entre 1,5% e 2,1%.

Apesar da alta, o principal índice da B3 ficou longe da máxima, pressionado no período da tarde pelo tom de preocupação impresso pelos membros do Federal Reserve na ata da última reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês).

“Os participantes comentaram que, além de pesar bastante na atividade econômica no curto prazo, os efeitos econômicos da pandemia criaram uma quantidade extraordinária de incerteza e riscos consideráveis para a atividade econômica no médio prazo”, aponta a ata.

Prevaleceu, entretanto, o otimismo dos mercados devido à reabertura gradual das economias de diversos países e de estados americanos nos quais a pandemia de coronavírus perdeu força. O consistente resultado da companhia de materiais de construção Lowe’s nos EUA mesmo com o isolamento social imposto no país também animou investidores.

Com isso, o Ibovespa teve alta de 0,71% a 81.319 pontos com volume financeiro negociado de R$ 22,531 bilhões.

O dólar comercial fechou o pregão em baixa de 1,23%, a R$ 5,6884 na compra e R$ 5,6902 na venda. Já o dólar futuro para junho apresenta queda de 1,33% a R$ 5,686 no after-market.

No Brasil, apesar da alta da Bolsa, as notícias não são nada boas. Ontem, o País registrou 1.179 mortes por coronavírus e atingiu a marca de 17.983 vítimas fatais da Covid-19. Hoje é feriado na cidade de São Paulo, a mais afetada pela pandemia, em uma medida do prefeito Bruno Covas para tentar aumentar os índices de isolamento.

O Ministério da Saúde ainda divulgou nesta quarta o protocolo que libera no Sistema Único de Saúde (SUS) o uso da cloroquina e da hidroxicloroquina até para casos leves de Covid-19. Até então, o protocolo previa a medicação apenas para casos graves.

Na véspera, Bolsonaro brincou com o tema em uma live, dizendo que “quem é de direita toma cloroquina e quem é de esquerda toma tubaína”. No dia seguinte após a declaração, o presidente lamentou as mortes causadas pelo novo coronavírus. “Dias difíceis. Lamentamos os que nos deixaram”, escreveu no Twitter.

Ainda na política, atenção para tendência do ministro Celso de Mello, decano do Supremo Tribunal Federal (STF), a liberar a íntegra do vídeo da reunião ministerial citada por Sergio Moro em que Bolsonaro teria manifestado o desejo de substituir a superintendência da Polícia Federal do Rio de Janeiro para conter investigações contra seus filhos. A informação foi veiculada pelo Estadão.

Hoje, ainda no noticiário político, a secretária da Cultura, Regina Duarte, deixou o cargo para assumir a Cinemateca Brasileira.

No mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2022 fechou em alta de quatro pontos-base a 3,44%, o DI para janeiro de 2023 subiu seis pontos-base a 4,59% e o DI para janeiro de 2025 avançou quatro pontos-base a 6,57%.

No final do pregão da véspera, as bolsas americanas passaram a registrar perdas após infectologistas ouvidos pela Stat News questionarem o quão relevantes foram os resultados da vacina contra o coronavírus testada em uma primeira fase recentemente pela biofarmacêutica Moderna Inc.

Na Europa, o apetite por risco está menor, com os investidores refletindo o menor ânimo com a vacina, que não repercutiu na véspera nos mercados do Velho Continente. Contudo, os índices reverteram a queda registrada mais cedo.

A Bloomberg noticiou que o coronavírus tem se manifestado de forma diferente entre os pacientes de um novo foco da Covid-19 no nordeste da China, algo que pode sugerir uma mutação no vírus. Os infectados das províncias de Jilin e Heilongjiang portam o vírus por um período mais longo e os testes demoram mais tempo para darem negativo.

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