Ibovespa fecha em alta de 1,7% e dólar a R$ 5,3269

Mercado termina com forte desempenho depois de um começo de pregão errático

Ibovespa fecha em baixa no dia, mas avança 9,5% na semana e quebra série de perdas
Ibovespa fecha em baixa no dia, mas avança 9,5% na semana e quebra série de perdas (Foto: REUTERS/Amanda Perobelli)
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Infomoney - O Ibovespa fechou em forte alta nesta quinta-feira (25), ganhando força no fim do pregão com as bolsas americanas, que refletiram a declaração da Comissão Federal de Depósitos de Segurança de que tornaria mais fácil para os bancos a realização de investimentos em fundos.

Os investidores ainda aguardam a divulgação dos testes de estresse realizados pelo Federal Reserve em bancos como Bank of America, JP Morgan, Citigroup, Wells Fargo, Goldman Sachs e Morgan Stanley. As ações de todas essas instituições financeiras subiram mais de 3%. As bolsas americanas subiram impulsionadas por estes bancos, com altas entre 1% e 1,2% dos índices Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq.

Já por aqui o principal driver foi a sinalização de uma pacificação institucional pelo presidente Jair Bolsonaro, que discursou ao lado do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), José Dias Toffoli.

No discurso, Bolsonaro não mencionou as hostilidades com o tribunal, provocadas pelas operações da Polícia Federal no âmbito do inquérito das fake news. Ao contrário, ele adotou um tom conciliador, afirmando que o País vive um momento de “entendimento e cooperação” entre os poderes.

A mensagem ofuscou o impacto do pessimismo no exterior. Mais de 45 mil novas infecções pela Covid-19 foram confirmadas na quarta-feira nos Estados Unidos, uma marca que ultrapassa o pico de 26 abril, quando foram registrados 36 mil novos casos. Os estados que mais viram crescimento no coronavírus foram Texas, Florida, California e Arizona.

O Ibovespa teve alta de 1,7% a 95.983 pontos com volume financeiro negociado de R$ 23,3 bilhões.

Enquanto isso, o dólar comercial registrou leve alta de 0,06% a R$ 5,3269 na compra e a R$ 5,3278 na venda. Já o dólar futuro para julho opera em alta de 0,07% a R$ 5,353 no after-market.

No mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2022 caiu sete pontos-base a 2,98%, o DI para janeiro de 2023 teve queda de oito pontos-base a 4,11% e o DI para janeiro de 2025 recuou 14 pontos-base a 5,79%.

Os investidores hoje tiveram também a tarefa de interpretar uma bateria de dados econômicos divulgados antes do pregão. Entre eles, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15) teve leve alta de 0,02% em junho na comparação mensal, após ter registrado baixa de 0,59% em maio, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A expectativa era de que o indicador medido pelo IPCA-15 tivesse leve deflação de 0,06% em junho na comparação mensal, segundo estimativa mediana em pesquisa Bloomberg.

Além disso, o Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos registrou queda anualizada de 5% no primeiro trimestre deste ano de acordo com a terceira estimativa do indicador, resultado em linha com o projetado pelos analistas consultados pela Bloomberg.

Os EUA registraram 1,48 milhão de novos pedidos de auxílio-desemprego na última semana, informou o Departamento de Trabalho do país. O número ficou acima da expectativa do consenso Bloomberg de mercado, de 1,32 milhão. Na semana passada, foram feitos 1,508 milhão de pedidos.

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