Ibovespa sobe 1,5% e atinge máxima em mais de três anos

Se descolando do exterior, o benchmark da bolsa brasileira registrou alta de 1,50% - na máxima do dia -, aos 62.696 pontos, com um volume financeiro de R$ 11,823 bilhões. Com isso, o índice registra seu maior nível intraday desde 7 de janeiro de 2013, quando estava em 62.698 pontos

Se descolando do exterior, o benchmark da bolsa brasileira registrou alta de 1,50% - na máxima do dia -, aos 62.696 pontos, com um volume financeiro de R$ 11,823 bilhões. Com isso, o índice registra seu maior nível intraday desde 7 de janeiro de 2013, quando estava em 62.698 pontos
Se descolando do exterior, o benchmark da bolsa brasileira registrou alta de 1,50% - na máxima do dia -, aos 62.696 pontos, com um volume financeiro de R$ 11,823 bilhões. Com isso, o índice registra seu maior nível intraday desde 7 de janeiro de 2013, quando estava em 62.698 pontos (Foto: Gisele Federicce)

Do Infomoney - No primeiro pregão com horário de negociação estendido até as 18h e em dia de vencimento de opções sobre ações na Bolsa, o Ibovespa fechou com fortes ganhos após ganhar força durante a tarde, atingindo sua máxima em mais de três anos. Se descolando do exterior, o benchmark da bolsa brasileira registrou alta de 1,50% - na máxima do dia -, aos 62.696 pontos, com um volume financeiro de R$ 11,823 bilhões. Com isso, o índice registra seu maior nível intraday desde 7 de janeiro de 2013, quando estava em 62.698 pontos.

Com este movimento, o índice se descola do cenário de cautela no exterior com o mercado atento à temporada de balanços corporativos e aos efeitos da próxima reunião do BCE (Banco Central Europeu), que pode culminar em uma redução no programa de compra de ativos. O dólar comercial ganhou força no fim da sessão e virou para fechar com alta de 0,10%, cotado a R$ 3,2069 na compra e R$ 3,2076 na venda.

Contribuíram para o dia positivo do índice o desempenho das ações de Vale (VALE3, R$ 18,24, +1,22%; VALE5, R$ 16,91, +2,36%) e siderúrgicas, puxados sobretudo pelo movimento das commodities, e dos papéis de Petrobras (PETR3, R$ 18,41, +2,85%; PETR4, R$ 16,90, +3,94%) e bancos. O minério de ferro spot (à vista), negociado no porto de Qingdao com 62% de pureza, fechou em alta de 1,92%, a US$ 58,35 a tonelada.

Mercados internacionais
No velho continente, o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) da zona do euro subiu 0,4% em setembro ante igual mês do ano passado, registrando a maior alta desde outubro de 2014, segundo a Eurostat. O resultado confirmou a leitura preliminar e veio em linha com a expectativa de analistas. Porém, embora o CPI tenha acelerado em relação ao ganho anual de 0,2% verificado em agosto, a inflação anual do bloco continua bem abaixo da meta do BCE, que é de taxa ligeiramente inferior a 2,0%. As bolsas europeias têm uma sessão de perdas.

Nos Estados Unidos, a sessão é de leves perdas para os três principais índices acionários, com o mercado digerindo resultados corporativos trimestrais e os dados de produção industrial de setembro, que mostrou alta de 0,1% -- número levemente abaixo das expectativas dos analistas, por aumento de 0,2%.

Na Ásia, os mercados chineses tiveram a maior queda em três semanas, com a confiança afetada pela queda nas ações B denominadas em dólar de Xangai, na medida que o iuan continuou a se enfraquecer.  Os índices encerram a manhã praticamente estáveis, mas começaram a recuar em seguida uma vez que o índice de ações B de Xangai caiu mais de 6%. As vendas de ações B aconteceram em meio a crescentes preocupações com o valor do iuan, que tocou nova mínima de seis anos contra o dólar nesta segunda-feira. Ações B são papéis denominados em dólar em empresas chinesas, e portanto vulneráveis à depreciação do iuan. O MSCI, principal índice da região asiática, também caiu após declarações da chair do Federal Reserve, Janet Yellen, que sinalizou a necessidade de medidas agressivas para reconstruir a economia norte-americana.

Agenda doméstica
No último relatório Focus antes da reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), os economistas consultados pelo Banco Central mantiveram apostas por um corte de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros neste mês, o que levaria a Selic a 14% ao ano. De acordo com o levantamento feito pela autoridade monetária na semana encerrada em 14 de outubro, a mediana das expectativas para os juros ao final deste ano, porém, foi reduzida de 13,75% para 13,50%, o que indica apostas por corte mais forte na última reunião do Copom no ano. Para 2017, as apostas de juros a 11% foram mantidas.

Já do lado da inflação medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), os economistas recuaram projeções para este ano de 7,04%, para 7,01%, ao passo que para o ano seguinte minguaram de 5,06% para 5,04%. No caso do PIB (Produto Interno Bruto), os especialistas consultados pelo BC ampliaram as expectativas para recessão deste ano de -3,15% para -3,19%, ao passo que o crescimento de 2017 foi mantido em 1,30%. Enquanto isso, do lado do câmbio as apostas foram mantidas em R$ 3,25 para o dólar neste ano e R$ 3,40 no ano seguinte.

Entre os cinco economistas que mais acertam, as expectativas para a inflação foram mantidas em 7,02% ao final de 2016 e 5,05% para o ano seguinte. Manutenção também foi vista na taxa de câmbio para R$ 3,25 neste ano e R$ 3,45% em 2017. Para este ano, as apostas para a Selic ao final deste ano recuaram de 13,75% para 13,50%, ao passo que para o ano seguinte continuaram em 11,25%.

Calendário da semana
Na noite de quarta ocorre o terceiro e último debate entre Hillary Clinton e Donald Trump, candidatos democrata de republicano, respectivamente, na corrida pela Casa Branca. Após vitória da democrata nos dois primeiros encontros e os recentes escândalos envolvendo Trump, a expectativa é que o clima seja ainda mais quente neste debate já que será a última chance do republicano reverter o cenário que começou a se instaurar e que deve levar à vitória de Hillary. O debate começa às 23h (horário de Brasília), na universidade de Nevada em Las Vegas, e será moderado por Chris Wallace, âncora do Fox News Sunday.

A agenda de divulgações de indicadores nos EUA desta semana também destaca CPI, com estimativa de aceleração, produção industrial e o Livro Bege. Entre os pronunciamentos de dirigentes do Fed, está previsto o vice Stanley Fischer, além de John Williams (San Francisco), Robert Kaplan (Dallas), William Dudley (Nova York) e Daniel Tarullo.

Já na Europa, na quinta-feira, ocorre a reunião do Banco Central Europeu, que promete agitar o mercado após os recentes boatos de que a autoridade monetária europeia poderia anunciar um corte nos estímulos à economia. Apesar de ter desmentido a informação, analistas e investidores ficam atentos para o rumo da economia na região e sobre os efeito do Brexit ao grupo europeu.

Na China, a noite de quarta-feira reserva a divulgação do PIB do terceiro trimestre. As expectativas dos analistas da LCA Consultores é que os números fiquem em 6,7%, mantendo o patamar visto no resultado anterior.

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