Indicador da FGV sinaliza para mais desemprego nos próximos meses

O Indicador Antecedente de Emprego (IAEmp) recuou em julho pela quinta vez consecutiva, para o menor nível desde dezembro de 2016, sinalizando fraca geração de emprego nos próximos meses em meio à atividade econômica perdendo força, segundo dados da FGV; IAEmp, que antecipa os rumos do mercado de trabalho no Brasil, recuou 0,8 ponto e chegou a 94,7 pontos no mês passado; desemprego gerado pelo golpe já deixou mais de 13 milhões de brasileiros em trabalho

Indicador da FGV sinaliza para mais desemprego nos próximos meses
Indicador da FGV sinaliza para mais desemprego nos próximos meses (Foto: REUTERS/Nacho Doce)

Reuters - O Indicador Antecedente de Emprego (IAEmp) recuou em julho pela quinta vez consecutiva, para o menor nível desde dezembro de 2016, sinalizando fraca geração de emprego nos próximos meses em meio à atividade econômica perdendo força, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta terça-feira.

O IAEmp, que antecipa os rumos do mercado de trabalho no Brasil, recuou 0,8 ponto e chegou a 94,7 pontos no mês passado. O indicador vem registrando uma série de quedas consecutivas desde março, fato que não ocorria desde meados do segundo trimestre de 2014, período que marcou o início da crise econômica.

"O IAEmp continua sua trajetória de queda, convergindo para níveis próximos da média histórica prévia a crise (87 pontos). Este fato mostra que a geração de emprego ao longo dos próximos meses deverá ser mais modesta, relacionando-se com o crescimento econômico mais moderado do que o previamente esperado", disse o economista da FGV/Ibre, em nota, Fernando de Holanda Barbosa Filho.

Quatro dos sete os componentes do IAEmp registraram variação negativa em julho ante junho, com destaque para o indicador de Emprego previsto par aos próximos três meses da indústria de Transformação, que recuou 11 pontos.

Ainda segundo a FGV, o Indicador Coincidente de Emprego (ICD), que capta a percepção das famílias sobre o mercado de trabalho, caiu 1 ponto em julho, para 96,1 pontos. Este é um indicador com sinal semelhante ao da taxa de desemprego, ou seja, quanto maior o número, pior o resultado.

No final de maio a greve dos caminhoneiros prejudicou o abastecimento de combustível e alimentos e afetou a atividade econômica, bem como a confiança de agentes econômicos, empresários e consumidores.

O reflexo tem sido o mercado de emprego mostrando cada vez menos ímpeto. No trimestre passado, a taxa de desemprego no Brasil medida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) recuou um pouco, a 12,4 por cento, mas por conta do aumento das ocupações informações e contínuo desalento das pessoas.

Por Stéfani Inouye

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