Indústria levará 8 anos para voltar ao auge atingido com Dilma

Voltar aos níveis recordes registrados em 2013 levará muito tempo, concordam analistas,, que preveem cerca de oito anos para o feito, se a média mensal (+0,16%) registrada desde 2016 se mantiver; segundo dados divulgados pelo IBGE nesta sexta-feira 5, a alta da produção industrial foi de apenas 0,2% em novembro sobre outubro

A indústria do Paraná fechou o primeiro semestre com alta de 2,5% na produção, em comparação com o mesmo período do ano passado. Fábrica da Renault em São José dos Pinhais. Foto: Rodolfo Buhrer
A indústria do Paraná fechou o primeiro semestre com alta de 2,5% na produção, em comparação com o mesmo período do ano passado. Fábrica da Renault em São José dos Pinhais. Foto: Rodolfo Buhrer (Foto: Gisele Federicce)

247 - Voltar aos níveis recordes da produção industrial registrados em 2013, durante o governo Dilma Rousseff, vai levar bastante tempo.

A constatação é quase um consenso entre analistas do mercado financeiro. Na avaliação do Banco Haitong, além de 2018, mais quatro anos.

Nas contas da corretora Gradual, a previsão pode chegar a oito anos se a média mensal (+0,16%) registrada desde 2016 se mantiver, conforme aponta a Folha.

Leia mais sobre os dados do IBGE na reportagem da Agência Brasil:

Produção industrial cresce 0,2% em novembro, segundo o IBGE

Vitor Abdala – Repórter da Agência Brasil

A produção da indústria brasileira cresceu 0,2% de outubro para novembro de 2017, segundo dados da Pesquisa Industrial Mensal divulgados hoje (5), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esse foi o terceiro resultado positivo do setor, que acumula 0,9% de alta.

A indústria brasileira também teve crescimento na comparação com novembro de 2016 (4,7%), no acumulado do ano (2,3%) e no acumulado de 12 meses (2,2%).

De outubro para novembro, foram observadas altas nas produções de bens intermediários, ou seja, os insumos industrializados para o setor produtivo (1,4%) e de bens de consumo duráveis (2,5%). Os bens de capital, isto é, as máquinas e equipamentos, se mantiveram estáveis de um mês para o outro, enquanto os bens de consumo semi e não duráveis recuaram 1,6%.

Metade das 24 atividades industriais pesquisadas registraram crescimento, com destaque para os produtos farmacoquímicos e farmacêuticos (6,5%), perfumaria, sabões e produtos de limpeza (1,9%) e metalurgia (2,2%).

Das outras 12 atividades, onze tiveram queda e o setor de derivados de petróleo e biocombustíveis manteve-se estável. As principais quedas foram observadas nos segmentos de bebidas (-5,7%), vestuário e acessórios (-5,8%) e produtos diversos (-9%).

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