“Infeliz, irresponsável e mentirosa”

Ao 247, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos desabafa a respeito de declaração de Guido Mantega sobre 2 mil demissões na General Motors: "Detalhe", disse o ministro; "Frase é lastimável", rebateu Antônio Ferreira de Barros; "Dois mil pais de famílias estão chorando"

“Infeliz, irresponsável e mentirosa”
“Infeliz, irresponsável e mentirosa” (Foto: Edição/247)

Aline Oliveira _247 -  "Dois mil pais de famílias estão chorando hoje na fábrica da GM". O relato ao 247 é do presidente do Sindicado dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região, Antônio Ferreira de Barros, e se refere à decisão da montadora General Motors, que anunciou a demissão de funcionários da linha de Montagem de Veículos Automotores.

Antônio  também está indignado com a declaração do Ministro da Fazenda, Guido Mantega, a respeito do corte de profissionais da fábrica. "É apenas um detalhe", declarou o Ministro. Para Mantega, a GM tem saldo positivo, porque está contratando e declarou que há problemas localizados na fábrica em São José dos Campos e não cabe ao Governo entrar neste tipo de detalhe".

"Como ele não pode interferir nas demissões? O Governo ajudou as montadoras e ele não pode interferir?", questiona o presidente do sindicado citando o fato de o Governo ter reduzido o IPI até 31 de agosto sob a condição de as montadoras manterem os empregos.  "A declaração do ministro é infeliz, irresponsável e mentirosa", dispara Antônio.

Estudos do Dieese – Subseção Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, divulgados pelo próprio Sindicato, mostram que a General Motors fechou, no período de um ano, 1.189 postos de trabalho no país. "Nesse número não estão incluídas as 356 demissões feitas por meio de PDV, muito menos os cerca de 2 mil cortes que a empresa ameaça fazer", diz comunicado divulgado pelo sindicato.

O Sindicato informou também que a declaração do ministro, dada em entrevista coletiva após reunião com o vice-presidente da Anfavea e diretor de Assuntos Institucionais da GM, Luiz Moan, desconsidera não apenas os números do Caged (Cadastro Geral de Emprego e Desemprego) do Ministério do Trabalho (em que se baseou o estudo feito pela subseção do DIEESE do Sindicato), mas a realidade vivida pelos trabalhadores da montadora em São José dos Campos.

Insatisfeitos com Mantega, os trabalhadores vão recorrer à Dilma. "Já entramos com um pedido de audiência com a presidenta para que ela intervenha", declarou Antônio.

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