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Inflação nos EUA leva 61% dos norte-americanos a cortar gastos no supermercado

Pesquisa aponta que alta dos preços pressiona o orçamento das famílias e reduz compras de alimentos nos Estados Unidos

Um carrinho de compras é visto em um supermercado enquanto a inflação afeta os preços ao consumidor em Manhattan, Nova York, EUA, em 10 de junho de 2022 (Foto: REUTERS/Andrew Kelly)
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247 - O encarecimento do custo de vida já leva 61% dos norte-americanos a cortarem gastos no supermercado, segundo pesquisa da CNN que aponta que consumidores dos Estados Unidos mudaram seus hábitos de compra para tentar equilibrar o orçamento em meio à alta dos preços. O levantamento ocorre em um momento de forte preocupação econômica no país, marcado também por reduções em gastos com lazer, itens extras e combustível.

A pressão inflacionária ganhou destaque durante o fim de semana do Memorial Day, feriado em que famílias norte-americanas costumam se reunir para churrascos e encontros. A percepção de que os preços chegaram a um patamar crítico aparece em diferentes pesquisas recentes, que indicam aumento da insegurança financeira e piora na avaliação da economia entre eleitores de diferentes correntes políticas.

A sondagem da CNN mostra que a maioria de democratas, republicanos e independentes afirmou ter alterado suas compras de supermercado nos últimos meses para manter os gastos dentro do orçamento. O dado revela que a alta dos preços deixou de ser uma preocupação localizada e passou a atingir de forma ampla o cotidiano das famílias americanas.

Além do supermercado, 59% dos entrevistados disseram ter reduzido despesas com entretenimento e produtos considerados extras. A mudança no comportamento de consumo indica que a inflação tem pressionado tanto gastos essenciais quanto decisões de lazer, afetando diretamente a rotina doméstica nos Estados Unidos.

A insatisfação também aparece na avaliação sobre o impacto das políticas do presidente Donald Trump no custo de vida. Mais de três quartos dos americanos entrevistados, incluindo 55% dos republicanos, afirmaram que as medidas do governo contribuíram para elevar os custos em suas comunidades.

Outros levantamentos reforçam o cenário de desgaste econômico. Na pesquisa mais recente do New York Times/Siena, quase metade dos eleitores classificou a economia como “ruim”, a pior avaliação possível. O resultado representa alta de 11 pontos percentuais desde janeiro e evidencia uma deterioração na percepção sobre a situação financeira do país.

A confiança econômica também caiu para o menor nível em quatro anos, segundo o instituto Gallup. O indicador reforça a leitura de que a combinação entre inflação persistente, preços elevados e incerteza sobre o orçamento familiar tem ampliado o pessimismo entre os consumidores americanos.

A gasolina é outro fator de pressão. Os preços continuaram subindo em diferentes regiões dos Estados Unidos e ultrapassaram US$ 4,50 por galão, conforme dados da Associação Automobilística Americana. O encarecimento dos combustíveis pesa no transporte, no custo de mercadorias e no orçamento das famílias.

De acordo com pesquisa da Fox News, quase 80% dos eleitores atribuem responsabilidade ao governo Trump pela alta dos preços da gasolina. A avaliação inclui também a maioria dos republicanos. O mesmo levantamento apontou que grandes parcelas dos entrevistados também responsabilizam companhias petrolíferas, a guerra no Irã e regulamentações governamentais.

No quadro geral, 57% dos eleitores ouvidos pela Fox News disseram que as políticas de Trump prejudicaram o país. O percentual supera os 51% registrados há um ano, sinalizando avanço da percepção negativa sobre a condução econômica em um momento de forte pressão sobre preços, renda e consumo nos Estados Unidos.

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