Intenção de consumo das famílias atinge o menor nível da história

Pesquisa realizada pela CNC aponta que a Intenção de Consumo das Famílias (ICF) registrou a quarta queda mensal seguida em julho, pior resultado desde janeiro de 2010

Pessoas fazendo compras e cédulas de Real
Pessoas fazendo compras e cédulas de Real (Foto: Reuters | USP Imagens)
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247 - A Intenção de Consumo das Famílias (ICF) em julho  chegou ao seu menor nível desde 2010, quando a pesquisa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) começou a ser realizada. Segundo o levantamento, o indicador acumulou sua quarta queda consecutiva (-4%) no mês de julho, além de registrar a quarta retração seguida no comparativo anual (-26,4%). O índice está abaixo do nível de satisfação (100 pontos) desde abril de 2015.

De acordo com o presidente da CNC, José Roberto Tadros, parte da queda é atribuída aos efeitos decorrentes da pandemia do novo coronavírus sobre a economia. “Esse efeito restringiu o mercado financeiro”, diz Tadros.  Ele alerta para o fato de que em "um momento de contenção da renda, aumenta-se o risco de inadimplência das famílias”. 

O dirigente da CNC avalia que governo precisa adotar medidas mais efetivas para que empresas e consumidores tenham acesso à linhas de crédito. Nesta linha, a pesquisa aponta que o acesso ao crédito registrou uma queda de 5,2% em julho, a terceira consecutiva, e o comparativo anual recuou  2,5%, o que não acontecia desde abril de 2017. O indicador fechou o mês de julho com 82,7 pontos, menor patamar registrado desde novembro de 2018. 

A pesquisa ICF ressalta, ainda, que 62,6% das famílias afirmaram que que consumiram menos em julho deste ano do que em igual período de 2019.  O percentual de queda, da ordem de 6,8%, atingindo 49,4 pontos, é considerada o pior desde novembro de 2016. Na comparação com julho de 2019, a variação foi de -30,2%. 

“Este resultado, o quinto negativo seguido, está ancorado em um comportamento de consumo mais precavido das famílias, em função das incertezas econômicas e seus efeitos no longo prazo”, observa  a economista da CNC responsável pelo estudo, Catarina Carneiro da Silva.
 

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