Ladislau Dowbor: Bancos públicos são fundamentais para reduzir a agiotagem

O economista Ladislau Dowbor afirma que que os bancos privados não cumprem nenhum de seus papéis para o desenvolvimento do país; diferentemente disso, segundo ele, a Caixa é hoje o maior agente público de desenvolvimento social e econômico do Brasil

Ladislau Dowbor: Bancos públicos são fundamentais para reduzir a agiotagem
Ladislau Dowbor: Bancos públicos são fundamentais para reduzir a agiotagem

247 - O presidente da Caixa, Pedro Guimarães, já afirmou que a privatização do banco público é uma meta. Para isso, implantou um acelerado cronograma de fatiamento, que combina a venda de ativos com maior liquidez.

A Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae) denuncia que essa operação quer entregar à iniciativa privada os produtos e serviços mais rentáveis, de modo a enfraquecer o banco público e torná-lo mais deficitário.

Em entrevista ao site da entidade, o economista Ladislau Dowbor afirma que os bancos privados não cumprem nenhum de seus papéis para o desenvolvimento do país. Diferentemente disso, segundo ele, a Caixa é hoje o maior agente público de desenvolvimento social e econômico do Brasil.

"A cultura no banco é de serviço à população. Para se contrapor a esse processo de enfraquecimento em vigor, os bancos públicos devem priorizar projetos que gerem riqueza e renda para o país e a sociedade. Se não houver uma política de regulação no sistema financeiro brasileiro, os bancos privados tendem a tomar conta de toda a economia. Para reduzir a agiotagem financeira no Brasil, os bancos oficiais são fundamentais", disse.

Ladislau Dowbor reforça que o sistema financeiro "chupa o dinheiro público e trava a expansão da economia e de políticas públicas".

"Com isso se esteriliza parte muito significativa da capacidade do governo de financiar mais infraestrutura e políticas sociais. No Brasil, só é possível adotar um instrumento de concorrência na estrutura bancária através da Caixa e do Banco do Brasil", adverte.

Para ele, quando se faz abertura de capital no sistema financeiro público, a opção é por privatizá-lo. No entanto, a Caixa Econômica Federal cumpre em termos políticos, "um peso grande".

"O portfólio de financiamento da instituição, como no segmento da casa própria para a população de baixa renda, é imenso e torna a capilaridade do banco relevante para o desenvolvimento social e econômico do país", enfatizou.

Confira a íntegra da entrevista no site da Fenae.

 

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