Laura Carvalho: Acordo Mercosul-UE pode ser pá de cal para a indústria brasileira

"O Mercosul aceitou remover tarifas em setores-chave de nossa já combalida indústria, como automóveis, autopeças, químicos e fármacos. Assim, ainda que os efeitos de curto prazo possam ser positivos para os dois blocos, os benefícios de longo prazo para o Mercosul são menos evidentes", diz a economista Laura Carvalho

(Foto: 247)

247 - "Na literatura econômica, as evidências dos efeitos de longo prazo da abertura comercial sobre a economia dos países são mistas, mas a indústria e os serviços de mais alta tecnologia ainda aparecem como cruciais para o crescimento da produtividade e a qualidade dos empregos", diz a economista Laura Carvalho sobre o acordo entre União Europeia e Mercosul em sua coluna no jornal Folha de S.Paulo.

Segundo a colunista, "em linhas gerais, o acordo vai liberalizar mais de 90% do comércio de bens entre os blocos regionais em um prazo de dez anos para a maioria dos produtos". "Um relatório de avaliação de impacto publicado pela Comissão Europeia em 2011, que simulou um modelo de equilíbrio geral computacional baseado nos termos das negociações propostos à época, sugere que o acordo deveria preocupar, de um lado, agricultores europeus, e, de outro, o que restou de nossos industriais", afirma.

"O Mercosul aceitou remover tarifas em setores-chave de nossa já combalida indústria, como automóveis, autopeças, químicos e fármacos. Assim, ainda que os efeitos de curto prazo possam ser positivos para os dois blocos, os benefícios de longo prazo para o Mercosul são menos evidentes".

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