Lava Jato busca forma de proteger bancos na delação de Palocci

Diante dos potenciais estragos da delação premiada do ex-ministro Antonio Palocci, a força tarefa da Lava Jato estuda uma forma de, ao contrário do que aconteceu após a delação das empreiteiras, preservar as instituições e os empregos que elas geram; a mesma preocupação tem sido demonstrada pelo próprio Palocci nas conversas com os procuradores; Palocci tem ponderado que seria importante separar os bancos, como empresas, dos executivos que cometeram crimes

Palocci é escoltado por policiais em Curitiba 26/9/2016 REUTERS/Rodolfo Buhrer
Palocci é escoltado por policiais em Curitiba 26/9/2016 REUTERS/Rodolfo Buhrer (Foto: Giuliana Miranda)

247 - A força-tarefa da Operação Lava Jato está apreensiva com o impacto da delação de Antonio Palocci no sistema financeiro brasileiro.

O grupo estuda uma forma de, ao contrário do que ocorreu com as empreiteiras, preservar as instituições e os empregos que geram.

A mesma preocupação tem sido demonstrada pelo próprio Palocci nas conversas com os procuradores. Ex-ministro da Fazenda, ele tem ponderado que seria importante separar os bancos, como empresas, dos executivos que cometeram crimes.

Uma das ideias que já circularam seria a de se promover uma complexa negociação com os bancos antes ainda da divulgação completa dos termos da delação de Palocci. Quando eles viessem a público, as instituições financeiras já teriam feito acordos de leniência com o Banco Central, pagando as multas e liquidando o assunto. Isso em tese evitaria turbulências de proporções ainda maiores do que as inevitáveis.

As informações são da coluna de Mônica Bergamo na Folha de S.Paulo.

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