Leoni Ramos desiste da concessão de Três Irmãos

Suspeito de envolvimento com os esquemas do doleiro Alberto Youssef, empresário desfez sociedade com Furnas para ter o controle da usina hidrelétrica em São Paulo; uma das empresas de Ramos, a GPI, é citada no relatório da PF sobre a Operação Lava Jato como possível sócia de Youssef no laboratório Labogen; Furnas não comenta o episódio, mas havia pressões nos bastidores para se livrar de Ramos, que ficaria com 50,1% do negócio

Suspeito de envolvimento com os esquemas do doleiro Alberto Youssef, empresário desfez sociedade com Furnas para ter o controle da usina hidrelétrica em São Paulo; uma das empresas de Ramos, a GPI, é citada no relatório da PF sobre a Operação Lava Jato como possível sócia de Youssef no laboratório Labogen; Furnas não comenta o episódio, mas havia pressões nos bastidores para se livrar de Ramos, que ficaria com 50,1% do negócio
Suspeito de envolvimento com os esquemas do doleiro Alberto Youssef, empresário desfez sociedade com Furnas para ter o controle da usina hidrelétrica em São Paulo; uma das empresas de Ramos, a GPI, é citada no relatório da PF sobre a Operação Lava Jato como possível sócia de Youssef no laboratório Labogen; Furnas não comenta o episódio, mas havia pressões nos bastidores para se livrar de Ramos, que ficaria com 50,1% do negócio (Foto: Realle Palazzo-Martini)

247 - A Operação Lava Jato da Polícia Federal agora faz estragos no mercado de energia. Suspeito de envolvimento com os esquemas do doleiro Alberto Youssef, Pedro Paulo Leoni Ramos desfez sociedade com Furnas na concessão da Hidrelétrica Três Irmãos, no Oeste Paulista. A estatal se associou à GPI Investimentos e Participações e outras três empresas do grupo de Leoni Ramos para arrematar a concessão de Três Irmãos, leiloada pelo governo federal no último dia 28 de março.

Furnas não comenta o episódio, mas havia pressões nos bastidores para se livrar do sócio, que ficaria com 50,1% do negócio. A estatal agora precisa encontrar novos sócios privados.

A GPI de Ramos é citada no relatório da PF sobre a Operação Lava Jato. As investigações apontam indícios de que a empresa poderia ser sócia de Youssef no laboratório Labogen.

As empresas de Leoni Ramos integravam um fundo de investimento e participações chamado Constantinopla, o sócio ofical de Furnas. Essa troca de sócios é permitida, segundo as regras da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

A usina foi relicitada porque a Companhia Energética de São Paulo (Cesp), estatal controlada pelo governo paulista que a administra hoje, não aceitou a proposta do governo federal para renovação da concessão, dentro do plano de barateamento da conta de luz lançado em 2013. A concessão da Cesp venceu em 2011. Desde então, a estatal paulista a opera sob regime de prestação de serviço.

A usina fica no trecho do Rio Tietê que passa pela cidade de Pereira Barreto (SP), tem capacidade instalada de 807,5 megawatts (MW) e começou a gerar energia em 1993.

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