Levantamento aponta para alta do desemprego em setembro

Ministro do Trabalho, Miguel Rossetto, disse que o levantamento do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) apontará queda do emprego formal no mês de setembro; estudo será divulgado até o final da semana; segundo Rossetto, o governo está acompanhando os números com "grande preocupação"; "Buscamos iniciativas para minimizar [o cenário], a exemplo da rede de proteção ao emprego. Instituímos recentemente mecanismos que possam, dentro desta situação, reduzir o desemprego", disse

Ministro Miguel Rossetto, acompanhado de sindicalistas do Mercosul, fala com a imprensa após reunião no Planalto (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)
Ministro Miguel Rossetto, acompanhado de sindicalistas do Mercosul, fala com a imprensa após reunião no Planalto (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil) (Foto: Paulo Emílio)
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Carolina Gonçalves, repórter da Agência Brasil - O ministro do Trabalho, Miguel Rossetto, disse hoje (22) que o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) vai apontar queda do emprego formal no mês de setembro. Rossetto disse que os números ainda estão sendo fechados e que o levantamento será divulgado até o final da semana. Instituído pela Lei nº 4.923, de 1965, o Caged é um registro de informações sobre admissão e de dispensa de trabalhadores em todo o país.

Miguel Rossetto afirmou que o governo está acompanhando os números de ocupações com "grande preocupação". Rosseto disse, no entanto, que as medidas para minimizar os efeitos da crise sobre o mercado de trabalho já estão sendo adotadas. Citou, como exemplo, o Programa de Proteção ao Emprego (PPE) encaminhado ao Congresso Nacional pelo Planalto e já aprovado pelos deputados. No momento, o programa está em análise no Senado.

"Buscamos iniciativas para minimizar [o cenário], a exemplo da rede de proteção ao emprego. Instituímos recentemente mecanismos que possam, dentro desta situação, reduzir o desemprego", afirmou.

Rosseto falou com jornalistas depois de participar do painel Novos Fluxos de Trabalhadores Migrantes para o Brasil, na Câmara. Sobre a alteração da idade mínima de aposentadoria, no âmbito da reforma previdenciária proposta do governo, Rossetto afirmou que não existe uma definição sobre o tema. Negou  que o Planalto tenha decidido que a faixa seja de 60 anos, para mulheres, e 65 anos, para homens.

"Não há definição. Estamos construindo [uma proposta]", afirmou. Segundo Rosseto todos os assuntos da reforma previdenciária estão sendo discutidos não só com parlamentares como também com a sociedade civil. "Queremos preservar conquistas, assegurar sustentabilidade e reconhecer que temos uma grande transição demográfica em andamento no nosso país. Estamos preparando uma agenda. Vamos construir a agenda num ambiente negociado com a sociedade civil e com o Congresso Nacional", completou.

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