Levy: ajuste vai colocar Brasil na “rota de crescimento”

"A presidente Dilma tem feito um trabalho incansável para explicar as ações do governo", defendeu o ministro da Fazenda, durante audiência na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado; Joaquim Levy afirmou que a dívida pública do país é "relativamente alta" e que o objetivo do governo é levar as despesas aos níveis vistos em 2013; segundo ele, a recuperação da economia vai depender "de grande parte" da ajuda de Estados e Municípios e a segurança tributária é importante para retomar investimentos; Bolsa sobe com discurso de Levy

"A presidente Dilma tem feito um trabalho incansável para explicar as ações do governo", defendeu o ministro da Fazenda, durante audiência na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado; Joaquim Levy afirmou que a dívida pública do país é "relativamente alta" e que o objetivo do governo é levar as despesas aos níveis vistos em 2013; segundo ele, a recuperação da economia vai depender "de grande parte" da ajuda de Estados e Municípios e a segurança tributária é importante para retomar investimentos; Bolsa sobe com discurso de Levy
"A presidente Dilma tem feito um trabalho incansável para explicar as ações do governo", defendeu o ministro da Fazenda, durante audiência na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado; Joaquim Levy afirmou que a dívida pública do país é "relativamente alta" e que o objetivo do governo é levar as despesas aos níveis vistos em 2013; segundo ele, a recuperação da economia vai depender "de grande parte" da ajuda de Estados e Municípios e a segurança tributária é importante para retomar investimentos; Bolsa sobe com discurso de Levy (Foto: Paulo Emílio)

BRASÍLIA (Reuters) - O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, disse nesta terça-feira que a recuperação da economia brasileira vai depender "de grande parte" da ajuda de Estados e Municípios e que a segurança tributária é importante para retomar investimentos.

Ele disse ainda, durante audiência na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, que o ajuste fiscal implementado pelo governo é importante para restaurar a confiança do investidor e que o dever do governo é deixar claro as razões do ajuste.

"A presidente Dilma (Rousseff) tem feito um trabalho incansável para explicar as ações do governo", defendeu Levy, afirmando que o equilíbrio das contas públicas irá ajudar na retomada do crescimento econômico.

Ele repetiu que as políticas anticíclicas implementadas durante a primeira gestão da presidente Dilma Rousseff estão esgotadas, mas que acredita que a economia brasileira tem grande capacidade de adaptação.

(Reportagem de Nestor Rabello)

Objetivo é trazer gastos aos níveis de 2013, diz Levy

Levy afirmou que a dívida pública do país é "relativamente alta" e que o objetivo do governo é levar as despesas aos níveis vistos em 2013.

De acordo com o ministro, é necessário colocar a trajetória da dívida pública em níveis sustentáveis e que o ajuste fiscal que está realizando vão dar segurança à economia brasileira, colocando o Brasil na "rota de crescimento".

Durante audiência na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), Levy afirmou também que o grau de investimento tem impacto evidente na quantidade de investimento externo.

Ele disse ainda que o governo está trabalhando em medidas para reduzir o alívio tributário e admitiu que será necessário fazer uma "recalibragem econômica".

Levy defendeu que o realinhamento de preços do setor elétrico é fator importante para fortalecer as distribuidoras de energia, diante da mudança do cenário econômico mundial.

Abaixo, reportagem do portal Infomoney sobre a reação positiva do mercado ao discurso de Levy:

Ibovespa sobe 700 pontos e zera perdas com Levy ofuscando resultado fiscal

Por Ricardo Bomfim - Ibovespa dispara cerca 1,5% das 10h40 até às 11h20, ou 700 pontos, com forte alta dos bancos e já sobe 0,05%, a 51.267 pontos, às 12h27 (horário de Brasília). Para o estrategista-chefe da XP Investimentos, Celson Plácido, a disparada se deu por conta das falas do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, no Senado. Para ele, o discurso é o suficiente para amenizar o efeito negativo pela manhã dos resultados fiscais do governo.

"Os resultados foram piores do que o imaginado, mas se as medidas de ajuste de Levy forem aprovadas, isso fica no retrovisor", afirma.

Ao mesmo tempo, o dólar comercial caía 1,31%, a R$ 3,1892, na venda. A apreciação do câmbio vinha junto com especulações de que os bancos privados estão se movendo para fechar suas contas no final do trimestre apoiando-se na moeda brasileira. "Temos tido uma entrada de grandes players locais, forçando o dólar para baixo", disse Reginal Galhardo, gerente Treviso Corretora de Câmbio, em uma entrevista por telefone à Bloomberg.

Déficit O déficit nominal do setor público foi de R$ 58,6 bilhões em fevereiro ante uma estimativa mediana do mercado de um resultado negativo em R$ 28 bilhões. No consolidado de 12 meses, o déficit atingiu 0,69% do PIB (Produto Interno Bruto).

O governo central (Tesouro, Banco Central e Previdência Social) registrou déficit primário de R$ 7,358 bilhões em fevereiro, informou o Tesouro Nacional nesta terça-feira. No acumulado do ano até o mês passado, a economia feita para o pagamento de juros estava positiva em R$ 3,093 bilhões. É o primeiro resultado negativo do Governo Central - que reúne as contas do Tesouro, Previdência Social e Banco Central - apresentado pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy.

O resultado de fevereiro foi pior do que a mediana estimada pelo mercado financeiro, positiva em R$ 200 milhões, e também ficou abaixo do piso do intervalo das expectativas, que variaram de déficit de R$ 5,9 bilhões a um superávit primário de R$ 5,9 bilhões.

Outro indicador, o Índice de Confiança da Indústria (ICI) brasileira caiu 9,2 por cento em março, segunda queda seguida, e atingiu o menor nível desde janeiro de 2009, destacando as dificuldades enfrentadas pelo setor neste ano.

Ações em destaque As ações da Petrobras (PETR3; PETR4) caíam. Como um dos destaques, a Petrobras pediu aos acionistas que aprovem, na próxima assembleia dia 29 de abril, um reajuste de 13% na remuneração dos executivos em relação ao pagamento do ano passado, considerando a média por executivo, informa uma reportagem da Folha de S. Paulo.

Além disso, a companhia vendeu US$ 101 milhões em ativos na Argentina para a CGC (Companhia Geral de Combustíveis), como parte do seu plano de desinvestimento, informou a estatal ontem à noite. Ainda sobre a petrolífera, o conselheiro independente da Petrobras, Mauro Cunha, enviou carta à estatal informando que não pretende concorrer a um novo mandato no conselho de administração da companhia.

As ações da Vale (VALE3; VALE5) têm baixa em um dia movimentado para a China. Na mínima do dia, os papéis preferenciais chegaram a R$ 15,45, o menor valor desde dezembro de 2008. No noticiário chinês, destaque para a Fitch, que reafirmou hoje o rating soberano A+ de longo prazo do país, em moedas local e estrangeira, atribuindo à nota uma perspectiva estável. O rating de bônus seniores não garantidos do gigante asiático também foi mantido em A+. Já teto do país foi mantido em A+ e o rating de curto prazo em moeda estrangeira, em F1.

Por outro lado, a Fitch prevê que a China crescerá 6,8% em 2015 e 6,5% em 2016, bem abaixo da média de 10,5% registrada entre 2001 e 2010, à medida que a economia atravessar um período de ajuste e reequilíbrio.

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