Levy: prisão de Delcídio está na 'esfera política'

Ao ser questionado sobre se a prisão do senador Delcídio Amaral (PT-MS) atrapalha a votação de importantes pautas econômicas do governo no Congresso, ministro Joaquim Levy evitou comentar o assunto; "A maioria dessas coisas está um pouco na esfera política, acho tem que ser abordada por operadores políticos do governo, que terão uma avaliação muito mais concreta e muito mais apurada do que a minha", disse Levy

O Ministro da Fazenda, Joaquim Levy chega para reuni�o com o governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, e o governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pez�o ( Marcelo Camargo/Ag�ncia Brasil)
O Ministro da Fazenda, Joaquim Levy chega para reuni�o com o governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, e o governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pez�o ( Marcelo Camargo/Ag�ncia Brasil) (Foto: Aquiles Lins)

BRASÍLIA (Reuters) - O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, evitou comentar nesta quarta-feira a prisão do líder do governo no Senado, Delcídio do Amaral (PT-MS), afirmando que esse é um assunto da "esfera política".

Ao ser questionado sobre se a prisão atrapalha a votação de importantes pautas econômicas do governo no Congresso, Levy disse que há oportunidades no Brasil para crescimento.

"A maioria dessas coisas está um pouco na esfera política, acho tem que ser abordada por operadores políticos do governo, que terão uma avaliação muito mais concreta e muito mais apurada do que a minha", afirmou o ministro a jornalistas, após participar de evento em Brasília.

O líder do governo no Senado e o presidente e controlador do BTG Pactual, André Esteves, foram presos nesta manhã por suspeita de obstruírem a operação Lava Jato, que investiga esquema bilionário de corrupção envolvendo a Petrobras.

Segundo Levy, as condições econômicas não vão melhorar tão cedo quanto o esperado, mas têm de ser enfrentadas, e o país tem condições bastante favoráveis para crescer.

"Vai ter as Olimpíadas (em 2016)... A gente aproveita o máximo para trazer o maior número de turistas para o Brasil", acrescentou ele. "Tem que olhar essas oportunidades".

O ministro também foi questionado sobre se haveria novo aumento nos preços da gasolina até o final deste ano, respondendo apenas que se trata de uma questão da Petrobras.

(Reportagem de Cesar Raizer)

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