Liberação do FGTS é "paliativo" e deve prejudicar geração de emprego e renda no país, diz Fenae

“As pessoas vão pegar esses recursos, em sua grande maioria, e vão pagar suas dívidas. Na nossa avaliação, esses recursos não vão girar a economia como esperado", diz o presidente da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal, Jair Pedro Ferreira

(Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

247 - Para o presidente da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae), Jair Pedro Ferreira, as regras que permitem o saque de até R$ 500 das contas ativas e inativa do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) pelo trabalhador são apenas “um paliativo” à crise econômica. 

“As pessoas vão pegar esses recursos, em sua grande maioria, e vão pagar suas dívidas. Na nossa avaliação, esses recursos não vão girar a economia como esperado”, avalia Ferreira. Para ele, a saída de recursos do FGTS, que é um fundo para investimentos, para o mercado financeiro não beneficia o trabalhador. 

“Retirar recursos de um fundo que fomenta o desenvolvimento, a criação de empregos e ajuda a diminuir o déficit habitacional é prejudicial ao país. Hoje temos praticamente 7,7 milhões de famílias sem residência e o FGTS é um grande fundo que ajuda na construção de residências mais baratas”, afirmou. 

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