Líder do PT cobra de Paulo Guedes informações sobre contas judiciais operadas pela Lava Jato

Com base na Lei de Acesso à Informação, Paulo Pimenta solicitou quais contas judiciais estão associadas à Lava, quem as opera, além de informações sobre montante de recursos liberado para terceiros

(Foto: Foto: Agência Câmara)

247 - O deputado Paulo Pimenta, líder do PT na Câmara, encaminhou nesta quarta-feira, 17, requerimento ao ministro da Economia, Paulo Guedes, solicitando informações sobre as contas judiciais na Caixa Econômica Federal ou no Banco do Brasil relacionadas à força tarefa da Lava Jato e vinculadas à 13° Vara Federal de Curitiba ou ao Ministério Público Federal no Paraná. 

Com base na Lei de Acesso a Informação, o líder petista requer o número de contas, com as respectivas decisões judiciais a elas vinculadas. Cobra também quantos juízes, membros do MP e ou outras pessoas são autorizados a movimentar as contas, além de informações sobre o montante desses recursos liberado para terceiros, como organizações não governamentais, empresas, pessoas físicas, associações civis e à própria administração pública.

O líder argumenta que desde 2014, quando iniciou-se a operação, valores recuperados, recebidos e repatriados vêm sendo depositados em contas judiciais “sem que a sociedade brasileira saiba exatamente quais as destinações desses valores, o que impede um controle público sobre os recursos”.

A suspeita sobre o uso irregular de recursos financeiros recuperados pela Lava Jato surgiram no começo deste ano. Um dos eventuais crimes cometidos pela força-tarefa da Operação Lava Jato é o episódio do fundo de R$ 2,5 bilhões oriundos da Petrobras que seria gerido de forma ilegal pelos procuradores de Curitiba, a partir de acordo com o governo dos Estados Unidos.

“As informações sobre montantes e movimentações estão sendo devidamente notificadas à Secretaria da Receita Federal e ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf)?”, indaga Paulo Pimenta. 

Mensagens trocadas pelo procurador Deltan Dallagnol e pelo então juiz Sérgio Moro, reveladas pelo jornalista Reinaldo Azevedo em parceria com o The Intercept Brasil, mostram que em janeiro de 2016, Deltan pediu a Moro um financiamento de publicidade do pacote das 'Dez Medidas Contra a Corrupção' com dinheiro em caixa da 13a. Vara Federal de Curitiba, comandada por Moro

O vídeo seria transmitido na Globo e custaria, segundo Deltan Dallagnol, "uns 38 e poucos mil". Moro responde: "acho que é possível" (leia mais no Brasil 247)

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