Lucro da Caixa cresce 12,5% no 1º trimestre

Banco presidido por Jorge Hereda fechou o período com lucro líquido de R$ 1,3 bilhão, em meio à contínua expansão do crédito em ritmo muito superior ao dos bancos rivais

Lucro da Caixa cresce 12,5% no 1º trimestre
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Por Aluísio Alves

SÃO PAULO, 9 Mai (Reuters) - A Caixa Econômica Federal fechou o primeiro trimestre com lucro líquido de 1,3 bilhão de reais, crescimento de 12,5 por cento ante um ano antes, em meio à contínua expansão do crédito em ritmo muito superior ao dos bancos rivais.

No fim de março, o estoque de financiamentos banco estatal somava 390,6 bilhões de reais, 43 por cento maior que o do mesmo período de 2012. Itaú Unibanco, Bradesco e Santander Brasil tiveram expansão de 8,4 por cento, 11,6 por cento e de 6,2 por cento, respectivamente, na mesma comparação.

"Estamos mantendo o nosso plano de um ano atrás de ganhar market share e crescer de forma consistente", disse à Reuters o vice-presidente de Finanças da Caixa, Márcio Percival, referindo-se à ofensiva do governo federal lançado em 2012 para forçar o sistema bancário a baixar juros e aumentar o crédito.

Segundo o executivo, a diferença de ritmo entre os bancos deve diminuir nos próximos meses, à medida que os bancos privados acompanhem a aceleração da economia.

A carteira de habitação, a principal da Caixa, chegou a 220,2 bilhões de reais no fim do trimestre, avançando 33,8 por cento no comparativo anual. Já a carteira comercial avançou 55 por cento, a 133,6 bilhões de reais, enquanto a de infraestrutura subiu 47 por cento, a 26 bilhões de reais.

De janeiro a março, o banco concedeu uma média diária de cerca de um bilhão de reais em empréstimos, quase o dobro da média de igual período de 2012. Isso representou 30 por cento de que tudo o que foi concedido pelo sistema bancário no período, disse Percival.

O aumento do crédito, contudo, veio acompanhado do aumento da inadimplência do banco, medido pelo saldo de operações vencidas superior a 90 dias, que subiu pelo quarto trimestre consecutivo, para 2,3 por cento. Um ano antes, essa taxa era de 2,07 por cento.

De acordo com o executivo, isso refletiu o aumento da fatia dos empréstimos comerciais na carteira total, segmento tem que tradicionalmente um índice de inadimplência maior.

A expectativa da Caixa é de que sua carteira cresça ao redor de 35 por cento no ano e que sua inadimplência fique estável nos próximos trimestres.

"Estamos muito cuidadosos com geração de crédito novo", disse.

Mesmo com o aumento do lucro, o retorno sobre patrimônio líquido do trimestre, de 22,4 por cento, representou uma queda ante os 25,3 por cento de um ano antes.

CAPTAÇÃO E ATIVOS

Até junho, o banco pretende concluir uma captação no mercado internacional de 2,5 bilhões de dólares, incluindo bônus perpétuos, disse.

No fim de março, o total de ativos da Caixa era de 731 bilhões de reais, alta de 30,9 por cento em doze meses.

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