Lucro da Petrobras supera Chevron, Exxon e BP

Embora não tenha sido comemorado pelo mercado (ações desabaram 7% nesta sexta) por ser 43% menor que o mesmo período de 2014, o balanço do primeiro semestre da Petrobras é o melhor entre as maiores petroleiras do mundo; companhia presidida por Aldemir Bendine alcançou lucro líquido de R$ 5,8 bilhões e lucro operacional de R$ 22,8 bilhões, resultado bem melhor do que o de gigantes americanas como a Chevron e Exxon, que registraram quedas respectivas de 69% e 49%; já a Britsh Petroleum (BP) viu seu lucro despencar 144%; mesmo em um cenário de instabilidade, a estatal brasileira conseguiu elevar sua produção de petróleo e gás natural em 9%; só no pré-sal, cuja exploração a oposição quer alterar, produção atingiu em junho o recorde de 747 mil barris por dia

Embora não tenha sido comemorado pelo mercado (ações desabaram 7% nesta sexta) por ser 43% menor que o mesmo período de 2014, o balanço do primeiro semestre da Petrobras é o melhor entre as maiores petroleiras do mundo; companhia presidida por Aldemir Bendine alcançou lucro líquido de R$ 5,8 bilhões e lucro operacional de R$ 22,8 bilhões, resultado bem melhor do que o de gigantes americanas como a Chevron e Exxon, que registraram quedas respectivas de 69% e 49%; já a Britsh Petroleum (BP) viu seu lucro despencar 144%; mesmo em um cenário de instabilidade, a estatal brasileira conseguiu elevar sua produção de petróleo e gás natural em 9%; só no pré-sal, cuja exploração a oposição quer alterar, produção atingiu em junho o recorde de 747 mil barris por dia
Embora não tenha sido comemorado pelo mercado (ações desabaram 7% nesta sexta) por ser 43% menor que o mesmo período de 2014, o balanço do primeiro semestre da Petrobras é o melhor entre as maiores petroleiras do mundo; companhia presidida por Aldemir Bendine alcançou lucro líquido de R$ 5,8 bilhões e lucro operacional de R$ 22,8 bilhões, resultado bem melhor do que o de gigantes americanas como a Chevron e Exxon, que registraram quedas respectivas de 69% e 49%; já a Britsh Petroleum (BP) viu seu lucro despencar 144%; mesmo em um cenário de instabilidade, a estatal brasileira conseguiu elevar sua produção de petróleo e gás natural em 9%; só no pré-sal, cuja exploração a oposição quer alterar, produção atingiu em junho o recorde de 747 mil barris por dia (Foto: Aquiles Lins)
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247 - A Petrobras registrou no segundo trimestre de 2015 um lucro líquido de R$ 531 milhões e um lucro operacional de R$ 9,5 bilhões de lucro operacional. No semestre, a companhia presidida por Aldemir Bendine alcançou um lucro líquido de R$ 5,8 bilhões e um lucro operacional de R$ 22,8 bilhões.

Embora o resultado seja 43% menor que o primeiro semestre de 2014, e por isso, não foi comemorado pelo mercado (as ações da petroleira desabaram 7% nesta sexta-feira), o balanço foi muito superior ao de gigantes estrangeiras, como a British Petroleum (BP), cujo lucro despencou em 144%, e das norte-americanas Chevron e Exxon Mobil, que apresentaram redução de 69% e 49%, respectivamente.

Apesar dos resultados, as ações da companhia brasileira registraram queda nesta sexta-feira, 7, na Bolsa de São Paulo. Índice da Bolsa registrava perdas de 2,5% no final da manhã, em meio à crise política e dados negativos. Ações da Petrobras recuavam mais de 3%.

A queda acentuada dos preços do barril de petróleo tem sido um dos principais fatores da grave crise que afeta a indústria mundial de petróleo. No caso da Petrobrás, soma-se a isso a variação cambial. No entanto, mesmo neste cenário de instabilidade, a estatal brasileira conseguiu elevar sua produção de petróleo e gás natural em 9%, chegando à marca de 2,784 milhões de barris por dia. Somente no pré-sal, a produção atingiu em junho o recorde de 747 mil barris por dia.

Para a Federação Única dos Petroleiros (FUP), os resultados operacionais, que há décadas vêm impactando positivamente os números da Petrobrás, reforçam a importância de se preservar a companhia como uma empresa integrada de energia. "Além de ter elevado a produção de petróleo e gás, a estatal manteve sua produção de derivados em cerca de 2 milhões de barris por dia, aumentou a geração de energia elétrica em 15% e continua sendo a líder do mercado nacional de distribuição de derivados, através da BR", afirma entidade.

Leia reportagem da Reuters sobre a Petrobras:

Vendas de ativos da Petrobras têm gerado "bastante" interesse, diz diretor

O plano de venda de ativos da Petrobras para 2015 e 2016 está em andamento e tem despertado muito interesse no mercado, afirmou nesta sexta-feira o diretor financeiro e de relações com investidores da companhia, Ivan Monteiro.

"O nível de interesse é bastante alto em relação aos ativos que a companhia tem até então discutido", afirmou o executivo durante teleconferência com analistas sobre os resultados da companhia no segundo trimestre.

Apesar da afirmação, a Petrobras realizou vendas de ativos de somente 200 milhões de dólares neste ano, dos 3 bilhões projetados para 2015. Em 2016, a expectativa é desinvestir pouco mais de 12 bilhões de dólares.

Além disso, o presidente da Petrobras, Aldemir Bendine, afirmou recentemente que poderá realizar a oferta pública inicial de ações da BR Distribuidora neste ano, "se o mercado assim o permitir".

O Conselho de Administração da companhia já aprovou um plano para requerer a permissão para listar a unidade de distribuição de combustíveis da estatal, segundo comunicado do início da madrugada. A empresa não estabeleceu um cronograma.

Segundo o diretor Monteiro, a empresa ainda não está focada em realizar os desinvestimentos previstos para 2017 e 2018, já que há um "pouco mais de prazo", e a companhia tem objetivos maiores de melhoria do portfólio.

"Não é só apenas uma questão de desinvestimento, é uma questão também de reorganização de um conjunto de negócios dentro da companhia, e isso está sendo feito com muito cuidado", afirmou Monteiro, frisando que a diretoria quer entregar maior geração de valor aos seus acionistas.

Os diretores também reafirmaram metas anunciadas, como de produção e de investimentos para este ano e para o próximo.

A petroleira anunciou na quinta-feira queda de 89,3 por cento no lucro líquido do segundo trimestre na comparação anual, em grande parte devido ao lançamento de eventos não recorrentes, como dívidas tributárias.

As ações preferenciais da Petrobras operavam em queda de 3 por cento, por volta das 12h, enquanto o Ibovespa recuava 1,9 por cento no mesmo horário.

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