Lucro do Santander sobe 21,9% e vai a R$ 3,48 bilhões no 1º tri

Lucro líquido recorrente da unidade brasileira do Banco Santander subiu 21,9%, para R$ 3,485 bilhões no primeiro trimestre, embora o ritmo de crescimento em sua carteira de empréstimos tenha desacelerado; Brasil representou 29% do maior banco da zona do euro em valor de mercado no primeiro trimestre

Lucro do Santander sobe 21,9% e vai a R$ 3,48 bilhões no 1º tri
Lucro do Santander sobe 21,9% e vai a R$ 3,48 bilhões no 1º tri (Foto: Reuters)

Reuters - O Banco Santander Brasil superou as projeções de lucro no primeiro trimestre, embora o ritmo de crescimento em sua carteira de empréstimos tenha desacelerado, conforme balanço divulgado nesta terça-feira.

O lucro líquido recorrente da unidade brasileira do Banco Santander subiu 21,9 por cento, para 3,485 bilhões de reais, e superou os 3,296 bilhões de reais estimados pelos analistas, segundo dados da Refinitiv.

Uma queda de 2,1 por cento nas provisões para perdas com empréstimos ano contra ano, para 2,596 bilhões de reais, ajudou o banco a bater as projeções.

O retorno sobre o patrimônio (ROE) do banco permaneceu estável em 21,1 por cento, mas superou as expectativas dos analistas.

A carteira de crédito do Santander Brasil permaneceu em 386,9 bilhões de reais, estável em relação ao trimestre anterior, embora os empréstimos para os consumidores tenham crescido.

O banco vinha superando seus concorrentes em trimestres anteriores, concedendo empréstimos a consumidores não atendidos por outros bancos tradicionais.

O segundo maior banco privado do país, porém, está reduzindo a distância do ritmo do Santander. O Banco Bradesco informou na semana passada que aumentou sua carteira de crédito em 3,1 por cento no primeiro trimestre.

As receitas de tarifas do Santander Brasil caíram 4,1 por cento no trimestre devido a vendas mais fracas de seguros e cartões de crédito.

Ainda assim, o Brasil representou 29 por cento do maior banco da zona do euro em valor de mercado no primeiro trimestre. A importância da América Latina aumentou para o Santander, já que seus negócios na região registraram maior crescimento de rentabilidade, compensando os menores ganhos na Europa.

A taxa de inadimplência de 90 dias do Santander Brasil também permaneceu estável em 3,1 por cento em relação ao trimestre anterior.

O presidente-executivo, Sergio Rial, que também se tornou chefe regional do banco para a América do Sul no início deste mês, discutirá os resultados do primeiro trimestre com analistas e jornalistas.

Reportagem de Carolina Mandl

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