Lula: "inflação está agora um pouquinho alta"

Ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quinta (5), durante palestra num hotel em Porto Alegre, que a inflação no país "está agora um pouquinho alta" e que precisa "tomar remédio logo"; ele minimizou críticas feitas à atual condução da política econômica pelo governo da presidente Dilma Rousseff (PT) e ressaltou que a alta de preços tem se mantido dentro da meta durante os governos petistas; Lula também afirmou que um crescimento econômico mais expressivo não é possível "todo o santo ano"

Ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quinta (5), durante palestra num hotel em Porto Alegre, que a inflação no país "está agora um pouquinho alta" e que precisa "tomar remédio logo"; ele minimizou críticas feitas à atual condução da política econômica pelo governo da presidente Dilma Rousseff (PT) e ressaltou que a alta de preços tem se mantido dentro da meta durante os governos petistas; Lula também afirmou que um crescimento econômico mais expressivo não é possível "todo o santo ano"
Ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quinta (5), durante palestra num hotel em Porto Alegre, que a inflação no país "está agora um pouquinho alta" e que precisa "tomar remédio logo"; ele minimizou críticas feitas à atual condução da política econômica pelo governo da presidente Dilma Rousseff (PT) e ressaltou que a alta de preços tem se mantido dentro da meta durante os governos petistas; Lula também afirmou que um crescimento econômico mais expressivo não é possível "todo o santo ano" (Foto: Valter Lima)

247 - O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quinta-feira (5), durante palestra num hotel em Porto Alegre, que a inflação no país "está agora um pouquinho alta" e que precisa "tomar remédio logo". Ele minimizou críticas feitas à atual condução da política econômica pelo governo da presidente Dilma Rousseff (PT) e ressaltou que a alta de preços tem se mantido dentro da meta (com IPCA entre 2,5% e 6,5% ao ano) durante os governos petistas e comparou a situação atual com o período de hiperinflação, nos anos 80 e 90.

"Durante 11 anos, a inflação está dentro da meta. Está agora um pouquinho alta. É como estivesse com 37° de febre e precisa tomar remédio logo. Precisa tomar um choque logo, tomar um banho gelado. E a presidente sabe que quem perde com a inflação é o trabalhador. Acho engraçado que hoje falam de inflação. A inflação era de 80% ao mês. Eu recebia meu salário em um atacadista. E tinha que comprar muito [alimento] não-perecível, se não estragava. Devo ter papel higiênico daquele tempo até hoje", afirmou.

Na palestra, Lula também comentou o crescimento de 0,2% do Produto Interno Bruto no primeiro trimestre deste ano. Ele afirmou que um crescimento mais expressivo não é possível "todo o santo ano". "Todo mundo gostaria que o PIB brasileiro estivesse subindo 10%, que a economia estivesse mais forte, que a economia estivesse rendendo mais. Acontece que nem na nossa vida pessoal, nem no governo e nem na nossa casa isso é possível todo santo dia e todo o santo ano. É importante pensar nisso, pensando no país que vivemos um tempo atrás", disse o ex-presidente.

Lula afirmou que o Brasil é hoje a sétima maior economia do mundo e que "falta pouco" para ultrapassar a Inglaterra e França. Destacou que o Brasil é o maior produtor e exportador de alimentos do mundo e que também produz aeronaves, alumínio, papel e aço. "Esse país não é pouca coisa. Eu não sei por que insistem em não acreditar no Brasil. Então que loucura dizer que o Brasil não está dando certo. Qual é o problema do Brasil? É que o Brasil ficou grande e você começa a pisar nos adversários. Não é amistoso, é jogo pra valer", completou.

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