Maia empurra para Temer 'abacaxi' da tributação para fundos de investimentos

Respondendo de forma interina pela Presidência da República durante o período em que Michel Temer estará em viagem à China, Rodrigo Maia (DEM-RJ), se recusou a assinar uma medida preparada pela equipe econômica do governo que prevê o aumento da tributação dos fundos de investimentos; com a recusa em assinar a medida provisória, Maia - que tenta se consolidar como pré-candidato ao governo do Rio de Janeiro - deixa para Temer o ônus de elevar a carga tributária; aumento da tributação poderia assegurar uma arrecadação de até R$ 6 bilhões para os cofres do governo

Presidente da Câmara, Rodrigo Maia 03/08/2016 REUTERS/Adriano Machado
Presidente da Câmara, Rodrigo Maia 03/08/2016 REUTERS/Adriano Machado (Foto: Paulo Emílio)
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247 - Respondendo de forma interina pela Presidência da República durante o período em que Michel Temer estará em viagem à China, Rodrigo Maia (DEM-RJ), se recusou a assinar uma medida preparada pela equipe econômica do governo que prevê o aumento da tributação dos fundos de investimentos. Com a recusa em assinar a medida provisória, Maia deixa para Temer o ônus de elevar a carga tributária, algo que ele vem dizendo ser radicalmente contra.

O governo tem pressa na aprovação da medida, que auxiliaria a cumprir as metas fiscais para este ano e para o próximo exercício, que preveem déficits consecutivos de R$ 159 bilhões. O aumento da tributação sobre os fundos de investimentos poderia assegurar uma arrecadação de até R$ 6 bilhões para os cofres do governo.

Oficialmente Maia disse à equipe econômica que precisaria de tempo para estudar o assunto, mas revelou a interlocutores que não pretende assinar nenhuma medida que implique aumento de impostos ou com repercussão negativa junto à opinião pública, o mercado financeiro ou o funcionalismo público.

Equipe econômica também esperava que Maia avaliasse outras propostas do pacote de ajuste fiscal como o adiamento do reajuste e a elevação da contribuição previdenciária dos servidores públicos.

Com a recusa do democrata em assinar a medida, o governo deverá esperar que Temer retorne de sua viagem à China, prevista para o próximo dia 6.

 

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