Maílson, que entregou ao País uma hiperinflação, lança documentário

Ex-ministro da Fazenda no fim do governo Sarney traz no "O Brasil deu Certo, e Agora?" confissões de ex-presidentes da República, ex-ministros e ex-presidentes do Banco Central sobre a história econômica do Brasil desde 1500: "Em dezembro de 1988, a inflação chegou a 50% ao mês. Eu e João Batista (ex-ministro do Planejamento) não sabíamos mais o que fazer", revelou

Maílson, que entregou ao País uma hiperinflação, lança documentário
Maílson, que entregou ao País uma hiperinflação, lança documentário

247 – Aos 73 anos, Maílson da Nóbrega, ex-ministro da Fazenda no fim do governo Sarney, mostra que perdeu o filtro. Notório crítico da gestão econômica do PT, e do atual índice de 6,59% de inflação, ele reconhece em um documentário que não sabia mais o que fazer em 1988 quando a alta de preços chegou a 50%.

No filme "O Brasil deu Certo, e Agora?", de sua autoria com a jornalista Louise Sottomaior, ela traz confissões de ex-presidentes da República, ex-ministros e ex-presidentes do Banco Central sobre a história econômica do Brasil desde 1500.

Segundo Maílson, Lula, Dilma, Guido Mantega em Antonio Palocci não quiseram participar do documentário.

Leia trechos:

"Nós não éramos ingênuos a ponto de acreditar que o Plano Verão pudesse ser uma solução definitiva [para a inflação]" - João Batista de Abreu, ex-ministro do Planejamento do governo José Sarney (1985-1989), sobre os fatos ocorridos no segundo semestre de 1988.

Apesar de declarar publicamente que não recorreria a um novo congelamento de preços, o terceiro em dois anos, o ex-ministro da Fazenda Maílson da Nóbrega admite que mudou de ideia. "Em agosto de 1988, a inflação bateu 20% ao mês, chegamos à conclusão de que ela só iria acelerar e teríamos que recorrer a um novo plano", diz Maílson. "Em dezembro, ela chegou a 50% ao mês. Eu e João Batista não sabíamos mais o que fazer."

"Bancos privados não são todos eficientes", diz Pérsio Arida, hoje no BTG Pactual, sobre o resgate aos bancos, feito em 1995.

Delfim Netto revela que o Brasil "não tinha saída" senão o aumento da dívida externa, que levou o Brasil à década perdida (anos 80). "Qual era a saída? Fazer racionamento de petróleo. O Brasil viraria Bangladesh e nunca mais se recuperaria."

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