Mantega pode ser presidente do conselho do banco dos BRICs

A indicação seria uma forma de homenageá-lo por ter passado mais de oito anos à frente do ministério da Fazenda e ter sido um dos ministros mais atuantes na criação do banco

A indicação seria uma forma de homenageá-lo por ter passado mais de oito anos à frente do ministério da Fazenda e ter sido um dos ministros mais atuantes na criação do banco
A indicação seria uma forma de homenageá-lo por ter passado mais de oito anos à frente do ministério da Fazenda e ter sido um dos ministros mais atuantes na criação do banco (Foto: Leonardo Attuch)

O atual ministro da Fazenda, Guido Mantega, viu seu nome em meio a especulações de um novo cargo: após o anúncio dos líderes dos BRICs (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), aumentaram as hipóteses de que Dilma Rousseff pretenderia colocá-lo na presidência do conselho de administração do banco dos BRICs. A informação é do Broadcast, serviço da Agência Estado.

De acordo com o acordo assinado entre os países, o Brasil terá direito à primeira presidência do conselho de administração do Novo Banco de Desenvolvimento (NBD), enquanto a Índia indicará a presidência do banco e a sede será em Xangai, na China. Vale mencionar que o Brasil queria a presidência do banco, mas cedeu o cargo em troca da presidência do Conselho.

De acordo com a matéria da Agência Estado, na presidência do conselho, o Brasil terá maior poder de influenciar nas diretrizes do banco, que foi criado com missão de ajudar na oferta de crédito mais barato para investimentos em infraestrutura. Entre as funções do cargo cotado para ser de Mantega, estão os planos de investimentos e de expansão do banco.

A indicação do ministro seria uma forma de homenageá-lo por ter passado mais de oito anos à frente do ministério da Fazenda e ter sido um dos ministros mais atuantes na criação do banco e na reforma do Fundo Monetário Internacional (FMI). Ainda segundo fontes apuradas pelo Broadcast, o governo brasileiro quer que o banco comece a funcionar interinamente já ano que vem, tendo em vista que a ratificação do acordo de criação deverá durar pelo menos um ano.

De acordo com fontes ouvidas pela matéria, a possibilidade de alguns países anteciparem o subsídio inicial previsto no acordo para financiar a estrutura inicial do banco e o pagamento inicial dos dirigentes; porém, o Brasil não poderá fazer o aporte antes da ratificação do acordo no Congresso Nacional. 

Em comunicado divulgado após a reunião do G-20, ficou decidido que os ministros de finanças deverão anunciar os presidentes e vice-presidentes do NBD com bastante antecedência da próxima cúpula dos BRICs que ocorrerá na Rússia; além disto, ficou acordado o anúncio do Conselho de Administração Interino que conduzirá a próxima etapa da criação do banco, com a intenção de acelerar o processo de estabelecimento da instituição financeira enquanto ocorrem as tramitações legais do NBD.

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