Meirelles avisa que Brasil ficará insolvente

Ministro da Fazenda ameaçou a sociedade, dizendo que o Brasil ficará insolvente se a reforma da Previdenciária não for aprovada tal como proposta pelo governo; como ela não será aprovada, tamanha a resistência até da base de Michel Temer, Henrique Meirelles, aparentemente, resolveu partir para as ameaças

Brasília - Ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, se reúne com o presidente do TST, Ives Gandra Martins Filho, para esclarecer questões sobre o ajuste fiscal, em debate no Congresso Nacional (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)
Brasília - Ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, se reúne com o presidente do TST, Ives Gandra Martins Filho, para esclarecer questões sobre o ajuste fiscal, em debate no Congresso Nacional (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil) (Foto: Giuliana Miranda)

247 - O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, tem subido o tom sobre a necessidade de aprovação da reforma da Previdência. Nesta quinta,  ele afirmou que ela não é uma questão de decisão, mas sim de necessidade em função das contas públicas brasileiras. "A questão não é se a reforma é ou boa ou ruim. A questão fundamental é se a sociedade brasileira pode pagar". Meirelles afirmou que, se os gastos com previdência continuarem crescendo no ritmo atual, eles vão tirar espaço de todas as despesas públicas, principalmente saúde e educação.

As informações são de reportagem do Estado de S.Paulo.

"O ministro reconheceu que a reforma da previdência é um tema que afeta a todos os brasileiros e, portanto, é legítimo que seja discutido pela sociedade de forma abrangente. Por isso, é necessário o governo ter uma comunicação cada vez mais forte sobre a reforma. 'É uma decisão da sociedade brasileira, não é vontade de ninguém. Ou se equilibra as contas públicas ou haverá despesas de previdência que vão custar cada vez mais.' 

O ministro disse que se encontrou nos últimos dias com bancadas de vários partidos no Congresso. 'A reforma da previdência não é um objeto de decisão, de desejo de alguém. Idealmente manteríamos a previdência como está, mais generosa", disse o ministro. "A questão é que a sociedade brasileira é que paga isso'."

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