Meirelles: Educação e Saúde inviabilizam ajuste

Ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou nesta manhã que os investimentos públicos com saúde, educação e Previdência Social "inviabilizaram" um controle maior das despesas nas últimas décadas; "Esses itens crescendo com vinculação à receita tributária, na medida que ao longo dos anos a receita tende a crescer com a recuperação da economia, a tendência seria essas despesas crescerem mais do que o restante e inviabilizarem o teto", disse; ministro defendeu a PEC que congela os investimentos em Saúde e Educação à correção pela inflação

Brasília - O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles participa da Cerimônia de transferência do cargo de presidente do Banco Central (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)
Brasília - O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles participa da Cerimônia de transferência do cargo de presidente do Banco Central (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil) (Foto: Aquiles Lins)

247 - O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou nesta manhã que o ritmo de crescimento dos gastos com saúde, educação e Previdência Social "inviabilizaram" um controle maior das despesas nas últimas décadas.

"As despesas com educação e saúde são itens que, na prática, junto com Previdência, inviabilizaram um controle maior de despesas nas últimas décadas", disse Meirelles em entrevista ao Broadcast Político e à Rádio Estadão. 

Meirelles defendeu a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do governo interino de Michel Temer, que congela os investimentos em Saúde e Educação à correção pela inflação. "Esses itens crescendo com vinculação à receita tributária, na medida que ao longo dos anos a receita tende a crescer com a recuperação da economia, a tendência seria essas despesas crescerem mais do que o restante e inviabilizarem o teto", disse.

Meirelles afirmou ainda que o projeto representa uma mudança estrutural no gasto público brasileiro, pois prevê crescimento real zero das despesas. "Hoje, o governo tem capacidade prática discricionária de pouco mais de 10% do Orçamento. Estamos mexendo na estrutura fiscal pela primeira vez desde a Constituição de 1988", disse o ministro. "É uma mudança estrutural na evolução das despesas públicas no Brasil", afirmou.

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