Meirelles: não é possível custear despesas com aumento de impostos

Tentando pavimentar uma possível candidatura presidencial em 2018, o ministro da Fazenda , Henrique Meirelles, afirmou que não é possível custear as despesas públicas com aumento de impostos e voltou a defender a aprovação da reforma da Previdência; segundo ele, a reforma da Previdência precisa manter benefícios fiscais "substancialmente" acima de 50% daquilo que foi originalmente proposto pelo governo, de R$ 800 bilhões

Ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, durante coletiva de imprensa, em Brasília 05/09/2017 REUTERS/Ueslei Marcelino
Ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, durante coletiva de imprensa, em Brasília 05/09/2017 REUTERS/Ueslei Marcelino (Foto: Paulo Emílio)
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Reuters - O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou nesta sexta-feira que não é possível custear as despesas públicas com aumento de impostos e voltou a defender a aprovação da reforma da Previdência.

Meirelles, que participou de evento em Porto Alegre (RS), repetiu que a reforma da Previdência precisa manter benefícios fiscais "substancialmente" acima de 50 por cento daquilo que foi originalmente proposto pelo governo, de 800 bilhões de reais. Disse ainda acreditar que há chances elevadas de ela ser aprovada.

O governo montou uma verdadeira força-tarefa nesta semana para mostrar empenho em aprovar ao menos pontos da reforma da Previdência no Congresso Nacional.

A nova proposta de reforma apresentada na véspera vai manter a idade mínima, regra de transição até 2037 e equiparação entre o regime dos servidores e o regime geral da Previdência, e irá retirar a incidência da Desvinculação das Receitas da União (DRU) das receitas previdenciárias.

O ministro voltou a afirmar ainda que estava "100 por cento" concentrado na economia e que a recuperação da atividade "exige foco integral".

Meirelles tem trabalhado nos bastidores para tentar se tornar candidato a presidente em 2018, quando termina o mandato de Michel Temer. Embora não assuma publicamente, ele repete que esse tipo de decisão tem que ser tomada no futuro.

Reportagem de Sinara Sandri

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