Meirelles pode mudar meta fiscal de 2018

A equipe econômica deve anunciar em breve a revisão da meta fiscal de 2017, com ampliação do rombo, de R$ 139 bilhões para algo próximo dos R$ 159 bilhões;  também é possível que seja feita uma revisão do compromisso fiscal de 2018, hoje um déficit de R$ 129 bilhões; técnicos da área econômica defendem, porém, que a melhor saída seria tentar manter esse número e apresentar um conjunto de medidas de reequilíbrio fiscal; é quase certo que será preciso aumentar outros impostos

Meirelles, durante seminário em Brasília 17/4/2017 REUTERS/Ueslei Marcelino
Meirelles, durante seminário em Brasília 17/4/2017 REUTERS/Ueslei Marcelino (Foto: Giuliana Miranda)
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247 -  A equipe econômica deve anunciar, já na próxima semana, uma revisão da meta fiscal de 2017. Segundo integrantes do governo, o rombo, de R$ 139 bilhões, tende a ficar próximo do registrado no ano passado, de R$ 159 bilhões.

Junto à meta de 2017, também é possível que seja feita uma revisão do compromisso fiscal de 2018, hoje um déficit de R$ 129 bilhões. Técnicos da área econômica defendem, porém, que a melhor saída seria tentar manter esse número e apresentar um conjunto de medidas de reequilíbrio fiscal. Entre elas, o adiamento dos reajustes do funcionalismo de 2018 para 2019 e a extinção de cargos vagos não preenchidos. Somente a transferência dos aumentos salariais de um ano para o outro daria um alívio de R$ 8 bilhões.

Também há intenção de propor a redução de benefícios adicionais pagos a servidores, como auxílio-moradia, uma despesa anual de R$ 900 milhões. Pelas contas do governo, o total de benefícios adicionais dos servidores dos três poderes somaram R$ 16,6 bilhões em 2016.
Mas, se o governo optar por não mudar, neste momento, a meta fiscal de 2018, é quase certo que será preciso aumentar outros impostos. O governo acaba de elevar o PIS/Cofins sobre combustíveis.o.

Uma das pressões pela revisão da meta deste ano vem da Secretaria-Geral da Presidência da República, comandada por Moreira Franco, responsável pelo Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), que quer lançar o Avançar. O programa prevê investimentos de R$ 56,6 bilhões da União para concluir milhares de pequenas obras que estão paradas em todo o país até o fim de 2018 — o daria visibilidade política ao atual governo no ano eleitoral. Sem ampliar a meta, a ideia será engavetada.

As informações são de reportagem de Martha Beck e Geralda Doca em O Globo.

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