Meirelles quer livrar comando da Caixa de indicações políticas

Nas áreas que considera o "coração" da Caixa, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, está defendendo executivos de fora, que já trabalharam em instituições privadas, nas áreas de finanças, riscos e de gestão de ativos de terceiros; entre as áreas que o ministro quer livrar de indicações políticas está a vice-presidência de Gestão de Ativos de Terceiros, responsável pelo FI-FGTS; cargo era ocupado por Fábio Cleto, indicado de Eduardo Cunha (PMDB), que delatou esquema de propina para receber aportes do fundo

Nas áreas que considera o "coração" da Caixa, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, está defendendo executivos de fora, que já trabalharam em instituições privadas, nas áreas de finanças, riscos e de gestão de ativos de terceiros; entre as áreas que o ministro quer livrar de indicações políticas está a vice-presidência de Gestão de Ativos de Terceiros, responsável pelo FI-FGTS; cargo era ocupado por Fábio Cleto, indicado de Eduardo Cunha (PMDB), que delatou esquema de propina para receber aportes do fundo
Nas áreas que considera o "coração" da Caixa, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, está defendendo executivos de fora, que já trabalharam em instituições privadas, nas áreas de finanças, riscos e de gestão de ativos de terceiros; entre as áreas que o ministro quer livrar de indicações políticas está a vice-presidência de Gestão de Ativos de Terceiros, responsável pelo FI-FGTS; cargo era ocupado por Fábio Cleto, indicado de Eduardo Cunha (PMDB), que delatou esquema de propina para receber aportes do fundo (Foto: Aquiles Lins)

247 - O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, quer trabalhar para manter fora do domínio de partidos políticos um quarto das vice-presidências da Caixa Econômica Federal, para manter o controle sobre as áreas que considera o "coração" do banco.

Para esses cargos, que historicamente têm sido disputados por partidos aliados do governo, Meirelles defende executivos de fora, que já trabalharam em instituições privadas, nas áreas de finanças, riscos e de gestão de ativos de terceiros. Entre as exigências estão: ter atuado dez anos em empresas do setor ou quatro anos em bancos concorrentes e ainda não ter sido dirigente de partido e envolvido em campanhas eleitorais nos últimos três anos. 

A presidência da Caixa é ocupada por Gilberto Occhi, ex-ministro de Cidades e da Integração Social da presidente eleita Dilma Rousseff e funcionário de carreira da Caixa, e indicado do PP, que ficou com o cargo em troca dos votos pela abertura do processo de impeachment de Dilma na Câmara.

A atual diretoria da Caixa é formada por indicados pelo PT, PMDB e PP. Alguns cargos são ocupados interinamente por funcionários de carreira do banco depois que as indicações políticas deixaram a instituição. 

A vice-presidência de Gestão de Ativos de Terceiros é responsável pelo FI-FGTS, fundo que usa parte dos recursos dos trabalhadores para investir em infraestrutura. O fundo passou a ser alvo das investigações da Lava Jato depois que o ex-vice-presidente do banco, Fábio Cleto, delatou esquema de propina para receber aportes do FI-FGTS. Ele ganhou o cargo de VP com as bênçãos do deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e só foi demitido depois que o ex-presidente da Câmara aceitou abrir o processo de impeachment de Dilma. Para o lugar de Cleto está a interina Deusdina dos Reis Pereira.

"Vamos ter de conviver com essa situação, mas sempre com o objetivo de que haja profissionais técnicos, independentemente da sua filiação, da sua vinculação e tudo mais. O grande interesse, inclusive da classe política, é que se coloque um profissional que possa desempenhar melhor seu papel na instituição", disse Occhi ao jornal Estado de S. Paulo ao ser questionado se indicações políticas não comprometem o desempenho do banco.

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