Mercadante: a saída para a crise é a volta do mercado interno e das obras públicas

“O eixo fundamental estruturante para uma resposta é o crescimento interno neste momento, não haverá resposta dos investidores internacionais”, esclareceu o ex-ministro Aloizio Mercadante à TV 247. Assista

(Foto: Brasil 247 | Reuters | Agência Brasil)
Siga o Brasil 247 no Google News Assine a Newsletter 247

247 - O ex-ministro Aloizio Mercadante conversou com a TV 247 sobre alternativas para o Brasil em meio à crise financeira global. Para ele, a resposta deve ser o fortalecimento do mercado interno pelo Estado. “Não há saída para a crise sem o Estado”, disse.

Mercadante afirmou que o País não terá ajuda de investidores externos. “O eixo fundamental estruturante para uma resposta é o crescimento interno neste momento, não haverá resposta dos investidores internacionais, eles estão fugindo para proteger seu capital”.

O governo deve, segundo o ex-ministro, executar ações de estímulo ao consumo, para que a economia interna volte a girar menos dependente do exterior. “Nós precisamos fortalecer o mercado interno, o Estado precisa assumir a promoção da retomada do crescimento, por exemplo, estimulando a contratação dos serviços emergenciais para essa massa de desocupados receber uma renda e gerar consumo. Acabar com a fila do Bolsa Família de 3,5 milhões de pessoas, o Bolsa Família é consumo, consumo é venda, venda é comércio, é investimento, é retomada do crescimento. Acabar com a fila do INSS, que é um escândalo, 2,3 milhões de pessoas. Então proteger os pobres, estimular o mercado de consumo de massas e abrir uma renegociação”.

Ele disse ainda que é preciso que “os bancos públicos estimulem o mercado interno, que é o grande instrumento para blindar o país da crise. O Brasil é 2% da economia mundial, esperar eles lá fora para resolver aqui dentro não vai resolver. A confiança hoje no Brasil hoje é zero”.

Inscreva-se na TV 247 e assista à entrevista na íntegra:

Participe da campanha de assinaturas solidárias do Brasil 247. Saiba mais.

Comentários

Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247