Mercadante cobra reação empresarial contra agressão de Bolsonaro à Argentina

"O silêncio dos empresários e entidades de representação da indústria brasileira diante de uma atitude infantil, desqualificada e desastrosa como esta é inaceitável", diz o ex-ministro Aloizio Mercadante, ao comentar a decisão de Jair Bolsonaro de não mandar ninguém à posse de Alberto Fernandéz, que assume amanhã a presidência da Argentina, maior importador de produtos industriais do Brasil

(Foto: Marcos Oliveira)
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247 – O ex-ministro Aloizio Mercadante reagiiu com indignação diante da agressão de Jair Bolsonaro à Argentina e com perplexidade diante do silêncio de entidades empresariais, como a Confederação Nacional da Indústria e da Federação das Indústrias de São Paulo em relação à atitude presidencial em relação ao maior vizinho e um dos maiores parceiros comerciais do Brasil.

"A Argentina é uma país vizinho, amigo, parceiro e que vem de um longo processo de aproximação e integração econômica, comercial e com parcerias científicas, tecnológicas e culturais. Este comportamento desqualificado de Bolsonaro é incompatível com as exigências diplomáticas e estratégicas de um país do tamanho e importância do Brasil", diz Mercadante, ao comentar a decisão do governo brasileiro de ignorar a posse de Alberto Fernández.

"Somos mais da metade do território, da população e da economia da América do Sul. E a Argentina é o segundo país , um dos principais parceiros comerciais do Brasil e o maior importador de produtos industriais. O silêncio dos empresários e entidades de representação da indústria brasileira diante de uma atitude infantil, desqualificada e desastrosa como esta é inaceitável", aponta ainda Mercadante, criticando a postura da CNI e da Fiesp.

"As entidades que representam a indústria brasileira tem a obrigação de se manifestar e protestar contra esta agressão descabida. Parabenizo o Presidente da Câmara e os deputados que estiveram com o presidente eleito e estão empenhados em manter uma ponte estratégia com o novo governo do Presidente Alberto Fernandes, democraticamente eleito pelo povo argentino", diz ele.

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