Mercadante detalha a fragilidade da economia sob o golpe

"A safra agrícola, que cresceu 13% e puxou o PIB em 2017, está com previsão de queda de 5,6% para este ano. O impacto favorável da queda da inflação e da taxa de câmbio não vai se repetir. A liberação do FGTS e do PIS/PASEP, que ocorreu no ano passado, também não. O impacto do reajuste do salário mínimo ficou muito abaixo dos anos anteriores. O crédito público está totalmente arrochado. O setor de bens de capital segue letárgico como sempre e a construção civil vive um desmonte", explica o ex-ministro Aloizio Mercadante

O ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, fala à imprensa, no Palácio do Planalto (Wilson Dias/Agência Brasil)
O ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, fala à imprensa, no Palácio do Planalto (Wilson Dias/Agência Brasil) (Foto: Leonardo Attuch)

Por Aloizio Mercadante – A safra agrícola, que cresceu 13% e puxou o PIB em 2017, está com previsão de queda de 5,6% para este ano. O impacto favorável da queda da inflação e da taxa de câmbio não vai se repetir. A liberação do FGTS e do PIS/PASEP, que ocorreu no ano passado, também não. O impacto do reajuste do salário mínimo ficou muito abaixo dos anos anteriores. O crédito público está totalmente arrochado. O setor de bens de capital segue letárgico como sempre e a construção civil vive um desmonte.

A terceirização e a reforma trabalhista começam a deixar suas marcas na precarização do mercado de trabalho. A recessão não tem mais a intensidade dos anos anteriores, mas não há sinais de uma recuperação consistente e acelerada. A indústria no último trimestre do ano cresceu apenas 0,1% e, no último mês de janeiro, caiu 2,4% frente a dezembro. A inadimplência segue muito elevada, atingindo empresas e 61 milhões de pessoas, com impacto significativo na recuperação do crédito das famílias.

Podemos ter melhoras setoriais e algum crescimento positivo, mas muito modesto, inclusive porque partimos de um patamar muito baixo, com pequeno impacto na renda e no emprego da população. Não creio que a economia terá um papel determinante nestas eleições. Entretanto, a defesa do legado dos governos do PT, que combinaram crescimento, estabilidade econômica, inclusão social, políticas públicas inovadoras, democracia e que geraram 22 milhões de empregos, seguramente, serão um fator decisivo. Por isso, eleições sem fraude é LULA!

Aloizio Mercadante foi ministro da Educação, da Ciência e Tecnologia e da Casa Civil

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