Mercado aposta em juro menor com Goldfajn

Cotado para assumir o Banco Central num eventual governo Temer, o economista-chefe do Itaú Unibanco, Ilan Goldfajn, projeta uma redução da Selic a partir de julho, taxa de 12,25% no fim do ano e de 10% em 2017. Ontem, o BC manteve a taxa em 14,25% ao ano - um viés mais favorável ao alívio monetário do que no cenário em que outro ex-BC, o sócio do Banco Brasil Plural, Mário Mesquita, venha a ser escolhido

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) debate, em audiência pública, a economia brasileira, com ênfase nas perspectivas de crescimento sustentado para os próximos anos. Ilan Goldfajn,economistga-chefe do Itaú Unibanco.
A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) debate, em audiência pública, a economia brasileira, com ênfase nas perspectivas de crescimento sustentado para os próximos anos. Ilan Goldfajn,economistga-chefe do Itaú Unibanco. (Foto: Roberta Namour)
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247 - A possibilidade de o economista-chefe do Itaú Unibanco, Ilan Goldfajn, assumir o Banco Central em um eventual governo de Michel Temer é vista pelo mercado financeiro como sinal de que os juros podem cair.

Goldfajn projeta uma redução da Selic a partir de julho, taxa de 12,25% no fim do ano e de 10% em 2017. Ontem, o BC manteve a taxa em 14,25% ao ano.

Segundo o Valor, fontes do mercado financeiro consideram que a confirmação de Goldfajn pode indicar um viés mais favorável ao alívio monetário do que no cenário em que outro ex-BC, o sócio do Banco Brasil Plural, Mário Mesquita, venha a ser escolhido.

Temer estuda dar autonomia a BC, projeto defendido pelo senador Romero Jucá (PMDB-RR), cotado para ministro do Planejamento (leia aqui).

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