Meta ampliada de rombo fiscal eleva risco de novo rebaixamento do Brasil

O aumento do rombo fiscal do País pode causar um novo corte da nota de crédito do Brasil, afirmam economistas; o Brasil é considerado grau especulativo pelas três maiores agências de rating: S&P, Moody's e Fitch; perspectiva é negativa, ou seja, há riscos de novos rebaixamentos; muitos fundos estrangeiros só investem em papéis de um determinado país caso ele tenha o grau de investimento. Em 2008, quando o país recebeu o selo de bom pagador, a Bolsa de São Paulo atingiu seu recorde histórico

Brasília - Ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, e o presidente Michel Temer durante anuncio do pacote de medidas econômicas (Beto Barata/PR)
Brasília - Ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, e o presidente Michel Temer durante anuncio do pacote de medidas econômicas (Beto Barata/PR) (Foto: Giuliana Miranda)

247 - O esperado aumento dos deficit orçamentários neste ano e em 2018 deve ter como efeito colateral um novo corte da nota de crédito do Brasil, afirmam economistas.

O Brasil é considerado grau especulativo pelas três maiores agências de rating: S&P, Moody's e Fitch. A perspectiva é negativa, ou seja, há riscos de novos rebaixamentos.

A primeira sinalização deve ser dada pela S&P, que em maio colocou a nota do país em "credit watch". Isso significa que há pelo menos 50% de chance de haver um rebaixamento do rating, dentro do prazo de 90 dias –que termina na próxima semana.

Um novo corte na S&P levaria o rating a três níveis abaixo do grau de investimento (classificação que indica que é seguro investir no país, perdida em 2015).

Muitos fundos estrangeiros só investem em papéis de um determinado país caso ele tenha o grau de investimento. Em 2008, quando o país recebeu o selo de bom pagador, a Bolsa de São Paulo atingiu seu recorde histórico.

As informações são de reportagem de Danielle Brant e Mariana Carneiro na Folha de S.Paulo.

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