Militares respondem por quase metade do déficit da Previdência

Embora representem apenas um terço dos servidores, os militares são responsáveis por quase metade do déficit da previdência da União; em 2015, o déficit dos militares era de R$ 32,5 bilhões, ou 44,8% do rombo de R$ 72,5 bilhões da previdência da União, enquanto o déficit dos civis era de R$ 40 bilhões; número de militares — na ativa, na reserva e já reformados —, porém, é de 662 mil ou apenas 30% do total de 1,536 milhão de servidores; pelas projeções, o déficit dos militares aumentará lentamente ao longo das próximas décadas, até 2090

Embora representem apenas um terço dos servidores, os militares são responsáveis por quase metade do déficit da previdência da União; em 2015, o déficit dos militares era de R$ 32,5 bilhões, ou 44,8% do rombo de R$ 72,5 bilhões da previdência da União, enquanto o déficit dos civis era de R$ 40 bilhões; número de militares — na ativa, na reserva e já reformados —, porém, é de 662 mil ou apenas 30% do total de 1,536 milhão de servidores; pelas projeções, o déficit dos militares aumentará lentamente ao longo das próximas décadas, até 2090
Embora representem apenas um terço dos servidores, os militares são responsáveis por quase metade do déficit da previdência da União; em 2015, o déficit dos militares era de R$ 32,5 bilhões, ou 44,8% do rombo de R$ 72,5 bilhões da previdência da União, enquanto o déficit dos civis era de R$ 40 bilhões; número de militares — na ativa, na reserva e já reformados —, porém, é de 662 mil ou apenas 30% do total de 1,536 milhão de servidores; pelas projeções, o déficit dos militares aumentará lentamente ao longo das próximas décadas, até 2090 (Foto: Giuliana Miranda)

247 - Embora representem apenas um terço dos servidores, os militares são responsáveis por quase metade do déficit da previdência da União. em 2015, o déficit dos militares era de R$ 32,5 bilhões, ou 44,8% do rombo de R$ 72,5 bilhões da previdência da União, enquanto o déficit dos civis era de R$ 40 bilhões. Só que o número de militares no país — na ativa, na reserva e já reformados — é de 662 mil ou apenas 30% do total de 1,536 milhão de servidores. Dados são de cálculos feitos pelo ex-secretário da previdência e consultor de Orçamento da Câmara dos Deputados Leonardo Rolim publicados em O Globo.

"As contas de Rolim consideram como aposentados os militares que estão na reserva e os reformados. Os militares, no entanto, só incluem pensionistas e reformados no cálculo pois argumentam que quem está na reserva pode ser chamado para trabalhar.

Pelas projeções, o déficit dos militares aumentará lentamente ao longo das próximas décadas, até 2090, enquanto o dos civis crescerá fortemente nos próximos anos mas, a partir de 2040, começará a cair. O desempenho é reflexo das mudanças que já foram feitas nas regras de aposentadorias para servidores civis: aqueles que entraram depois de 2003 não se aposentam mais com 100% do salário final — mas com 80% da média dos últimos dez anos — e os servidores também têm idade mínima de aposentadoria, de 55 anos (mulheres) e 60 anos (homens).

— Os militares se aposentam pelo salário final e, em alguns casos, ainda ganham uma patente quando vão para a reserva. Com isso, o inativo militar ganha muito mais do que aquele na ativa. Isso torna a previdência dos militares uma bomba — afirma Leonardo Rolim.

Há várias questões em jogo: a necessidade de preparo físico é uma explicação, na visão dos militares, para não concordarem com a exigência de uma idade mínima. Outro aspecto é o salário menor que o de outras carreiras públicas. E os números comprovam isso: a média é de R$ 6.056, enquanto no Executivo é de R$ 8.401; no Legislativo, de R$ 18.991; e no Judiciário, de R$ 19.101."

 

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