Miriam Belchior: ‘Pró-Brasil’ é bem diferente do PAC e está muito aquém do necessário

Ex-ministra do Planejamento e ex-presidente da Caixa, Miriam Belchior explicou que a diferença entre o PAC e o programa Pró-Brasil, do atual governo, é brutal no montante de recursos investidos e criticou que o plano de Guedes seja limitado ao teto de gastos. Assista na TV 247

Miriam Belchior
Miriam Belchior (Foto: ABr)
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247 - Ex-ministra do Planejamento, Miriam Belchior disse à TV 247 que embora o programa “Pró-Brasil”, lançado pelo governo Bolsonaro para a recuperação do Brasil pós-pandemia, seja comparado ao PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), do governo Dilma Rousseff, ambos são brutalmente diferentes.

Miriam explicou que a diferença está no montante de recursos financeiros investidos no País por cada um dos programas. Enquanto o Pró-Brasil disponibiliza cerca de R$ 30 bilhões, o PAC investiu quase R$ 100 bilhões. “Os recursos, quando começou a se falar, eram de R$ 30 bilhões para alguns anos, hoje tem matéria de jornal dizendo que o ministro da infraestrutura [Tarcísio Gomes de Freitas] diz que são só R$ 6 bilhões a mais em três anos. Isso é ridículo para as necessidades de repôs a nossa infraestrutura, de melhorar o que nós perdemos nesses cinco anos e também para o impulso fiscal necessário para o País crescer. No primeiro ano do PAC, em 2007, foram quase R$ 15 bilhões desembolsados. Em 2014 foram R$ 78 bilhões, a diferença completa aí entre o montante de recursos”.

Miriam Belchior, que também já foi presidente da Caixa Econômica Federal, pontuou que os gastos previstos com o Pró-Brasil estão “muito aquém do necessário” para voltar a fazer o Brasil crescer.

Outro fator ressaltado pela ex-ministra foi o fato de que o Pró-Brasil seguirá o limite do teto de gastos, o que significa que ao desembolsar dinheiro para a execução do programa, o País estará retirando recursos de outras áreas. “Ora, se eles vão aumentar o gasto de infraestrutura eles vão reduzir ainda mais as despesas das outras áreas. Para quê serve isso? Qual é o sentido de uma coisa como essa? É uma diferença brutal em relação ao PAC, que era um amplo conjunto de obras de infraestrutura econômica, rodovias, ferrovias, portos, aeroportos, energia, e social, habitação, saneamento, transporte urbano, que dava conta dos principais problemas que o País tinha e gerava um número enorme de empregos”.

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