Miriam Leitão, que apoiou o golpe, já vê dívida pública a 90% do PIB

A dívida interna, que vinha se mantendo ao redor de 60% do PIB, durante o governo da presidente Dilma Rousseff, irá a 90% do PIB depois do colapso fiscal produzido por Michel Temer; quem aponta esse cenário desastroso é a colunista Miriam Leitão, do Globo

A dívida interna, que vinha se mantendo ao redor de 60% do PIB, durante o governo da presidente Dilma Rousseff, irá a 90% do PIB depois do colapso fiscal produzido por Michel Temer; quem aponta esse cenário desastroso é a colunista Miriam Leitão, do Globo
A dívida interna, que vinha se mantendo ao redor de 60% do PIB, durante o governo da presidente Dilma Rousseff, irá a 90% do PIB depois do colapso fiscal produzido por Michel Temer; quem aponta esse cenário desastroso é a colunista Miriam Leitão, do Globo (Foto: Leonardo Attuch)
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247 – A dívida interna, que vinha se mantendo ao redor de 60% do PIB, durante o governo da presidente Dilma Rousseff, irá a 90% do PIB depois do colapso fiscal produzido por Michel Temer.

Quem aponta esse cenário desastroso é a colunista Miriam Leitão, do Globo, em seu blog:

As estimativas para os indicadores fiscais pioraram junto com as novas metas anunciadas pelo governo. A dívida bruta, por exemplo, subirá para algo próximo a 90% do PIB, estima a consultoria Tendências. Por essa projeção, o país só voltará a registrar superávit em 2022, mesmo com a aprovação da reforma da Previdência.

Os números não estão fechados, mas já é possível concluir que as alterações vão atrasar o ajuste das contas públicas em cerca de um ano. O economista Fabio Klein, da Tendências, estima que o auge do indicador da dívida deve acontecer em 2023, e não mais em 2022. No cenário antigo, a relação chegaria no máximo a 87%, mas agora subirá mais e poderá até romper a barreira dos 90%. Klein, no entanto, faz a ressalva que os dados são preliminares. 

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