Missão de Rabello de Castro é abrir as torneiras do BNDES

O novo presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Paulo Rabello de Castro, chega ao cargo com a missão de aumentar os empréstimos concedidos pela instituição; uma das maiores críticas do mercado a sua antecessora, Maria Silvia Bastos Marques, era justamente a morosidade no pagamento de créditos

Paulo Rabello 
Paulo Rabello  (Foto: Giuliana Miranda)
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247 -  O novo presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Paulo Rabello de Castro, terá pelo menos duas missões prioritárias no comando da instituição: normalizar a liberação de empréstimos - cujo ritmo, apesar de um pouco melhor no último mês, ainda estaria abaixo do considerado desejável e inferior aos pagamentos de créditos passados (retornos) - e pacificar o corpo de funcionários, em crise com a antecessora Maria Silvia Bastos Marques, por conta do que considerariam falta de uma defesa mais enfática dos técnicos ante as denúncias que afetam o banco estatal de fomento.

As informações são de reportagem do Valor.

"O Valor apurou que um dos objetivos que o governo traçou é garantir que no mínimo o montante de crédito novo seja igual aos volume pagos pelas empresas. Há preocupação com o crescimento do caixa do banco, que já estaria em torno de R$ 150 bilhões, por conta dos retornos maiores que as liberações. Ou seja, ao equilibrar o fluxo de entradas e saídas, o caixa da instituição pararia de crescer e ao mesmo tempo haveria uma ajuda para a economia e um arrefecimento das críticas do setor empresarial, em especial da indústria.

Segundo uma fonte do governo, a pacificação do corpo funcional por si só ajudaria a "destravar" o crédito, levando-o para um nível mais compatível com a economia atual, que ensaia uma retomada. É que, na visão dessa fonte, com a crise envolvendo os funcionários, havia uma dificuldade maior de fazer o banco funcionar mais normalmente.

Ontem, o presidente Michel Temer fez uma reunião com Paulo Rabello e os ministros da Fazenda, Henrique Meirelles, e do Planejamento, Dyogo de Oliveira, para dar um alinhamento de trabalho ao novo integrante da equipe econômica do governo."

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