Montadoras do ABC têm 1.478 empregados em lay-off

A medida é uma alternativa para evitar demissões nas unidades. Com esse sistema, o contrato de trabalho é suspenso temporariamente, mas o empregado continua recebendo o salário, pago em parte pela empresa e em parte pelo governo federal. Os dados são do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC

Funcionários trabalham na linha de montagem da montadora Ford, em São Bernardo do Campo, em junho de 2012. A produção industrial brasileira mostrou recuperação em março, ao subir 0,7 por cento frente a fevereiro, mas o número veio bem abaixo do esperado p
Funcionários trabalham na linha de montagem da montadora Ford, em São Bernardo do Campo, em junho de 2012. A produção industrial brasileira mostrou recuperação em março, ao subir 0,7 por cento frente a fevereiro, mas o número veio bem abaixo do esperado p (Foto: Leonardo Attuch)

Bruno Bocchini - Repórter da Agência Brasil

As montadoras do ABC Paulista estão com pelo menos 1.478 empregados em lay-off. A medida é uma alternativa para evitar demissões nas unidades. Com esse sistema, o contrato de trabalho é suspenso temporariamente, mas o empregado continua recebendo o salário, pago em parte pela empresa e em parte pelo governo federal. Os dados são do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC.

A Ford, que conta com 3,9 mil trabalhadores no ABC, tem 710 empregados em lay-off: 260 deles desde janeiro e mais 450 desde o dia 17 de outubro. Dos 9 mil funcionários da Mercedes-Benz no ABC, 350 também estão em lay-off.

 

Veículos novos da Volkswagen em uma concessionária de carros em High Wycombe, em Londres

A montadora da Volkswagen tem 9 mil empregados, dos quais 418 em lay-offAndy Rain/EPA/Agência Lusa

Na Volkswagen, a situação é parecida. A montadora alemã, que conta com 9 mil empregados na região, está com 418 deles em lay-off. Em agosto, o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC Paulista e a montadora fecharam um acordo para evitar a demissão sumária de 3,6 mil metalúrgicos da fábrica Anchieta, em São Bernardo do Campo. De acordo com o sindicato, esse número de funcionários era considerado excedente pela montadora.

O acordo valerá até 2021 e conta com a abertura de um Programa de Demissão Voluntária (PDV) e da utilização de instrumentos como o lay-off.

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