Moreira Franco ameaça com altas tarifas de energia

O ministro de Minas e Energia, Moreira Franco, afirmou que a Eletrobras "está diante de uma encruzilhada: priorizar os investimentos — levando energia a mais pessoas, a preços menores— ou dar as costas aos brasileiros, cobrando altas tarifas, que atendem a um grupo de privilegiados"

Brasília - O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Moreira Franco, durante anúncio de novas contratações do Minha Casa, Minha Vida (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)
Brasília - O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Moreira Franco, durante anúncio de novas contratações do Minha Casa, Minha Vida (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil) (Foto: Leonardo Lucena)

247 - O ministro de Minas e Energia, Moreira Franco, afirmou que a Eletrobras "está diante de uma encruzilhada: priorizar os investimentos — levando energia a mais pessoas, a preços menores— ou dar as costas aos brasileiros, cobrando altas tarifas, que atendem a um grupo de privilegiados". De acordo com o titular da pasta, "o aparelhamento da empresa tem causado perda de valor e de relevância. E a empresa está sem capacidade de reação. Modernizar a Eletrobras não é uma escolha; é uma necessidade".

"Mesmo com a eficiente gestão atual, a empresa corre o risco de ser mais uma vez capturada por interesses de grupos de privilegiados, que desejam manter regalias, financiadas por meio de elevadas tarifas de energia ou de aportes de capital da União —só em 2016, o governo injetou R$ 3 bilhões para socorrer a Eletrobras", disse em texto publicado na Folha.

Segundo o ministro, "há duas formas de salvar a empresa. Caberá à sociedade, por meio do Congresso Nacional, fazer a escolha. A primeira implica bilionários aportes da União. Opção difícil para um país com déficit de R$ 159 bilhões e que precisa de recursos para áreas como educação, saúde e segurança". "A segunda opção consiste na geração de valor, por meio da gestão da empresa, para a volta do crescimento. Estamos falando da pulverização —ou democratização— do controle entre distintos donos, mantendo o poder do governo em decisões estratégicas, com a valorização das ações que ele já detém na empresa".

 

 

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