Mourão culpa Bolsonaro por nova política da Petrobrás

O vice-presidente, general Hamilton Mourão apontou o dedo para Jair Bolsonaro quanto à decisão de obrigar a Petrobrás a recuar do reajuste de 5,74% do preço do óleo diesel anunciado na quinta; horas depois, o próprio Bolsonaro admitiu que foi dele a ordem (aqui); a ação de Mourão enquadra-se na sua relação tortuosa com o clã Bolsonaro e em seu desejo de tornar-se um nome confiável para o "mercado" (bancos e rentistas), uma opção em caso de colapso do governo

Mourão culpa Bolsonaro por nova política da Petrobrás
Mourão culpa Bolsonaro por nova política da Petrobrás

247 - O vice-presidente, general Hamilton Mourão apontou o dedo para Jair Bolsonaro quanto à decisão de obrigar a Petrobrás a recuar do reajuste de 5,74% do preço do óleo diesel anunciado na quinta-feira (11). Horas depois, o próprio Bolsonaro admitiu que foi dele a ordem (aqui). A ação de Mourão enquadra-se na sua relação tortuosa com o clã Bolsonaro e em seu desejo de tornar-se um nome confiável para o "mercado" (bancos e rentistas), uma opção em caso de colapso do governo. 

"Toda decisão tem fatores positivos e negativos. Eu não tenho domínio dos fatos todos que levaram o presidente a tomar essa decisão. Eu não sei quais são as pressões que ele estava sofrendo ou a visão que ele tinha do que poderia acontecer nesse exato momento com esse aumento um pouco maior do diesel e que obviamente o levou a tomar essa decisão", disse Mourão em entrevista à rádio CBN na manhã desta sexta-feira (12).

Como em todas as manifestações críticas a Bolsonaro, ele ataca para em seguida afagar. Disse que a interferência nos preços da estatal é "pontual" e o governo não deve repetir política adotada pelo governo da ex-presidente Dilma Rousseff.

 O "mercado" quer os preços de acordo com a política de Pedro Parente, no governo Michel Temer, que subia os preços diariamente por causa da flutuação internacional do dólar, sem qualquer interferência da Petrobras. Essa política levou o país ao colapso com a greve dos caminhoneiros. Agora, enquanto Bolsonaro, na prática, retoma a política de administração de preços de Dilma Roussef, o "mercado" clama pela liberdade total do período Temer e arrisca colocar fogo no país, com nova greve de caminhoneiros.

Após a revogação do reajustes, o principal indicador da bolsa paulista, o Ibovespa, chegou q cair 2%. Às 14h50 a queda era de 1,73%m enquanto o dólar subia 0,65%.

 

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